Rute Ferreira

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Saiba em que casos ligar para a Saúde 24 ou INEM

Perante um problema de saúde, a dúvida pode surgir: devo ligar para a Saúde 24 ou para o 112? Saber distinguir quando recorrer a cada serviço faz toda a diferença para garantir que recebe a ajuda certa no momento certo. O que é o 112? O 112 é o número europeu de emergência e deve ser usado exclusivamente em situações graves, que representam um perigo iminente para a vida ou que exigem assistência médica urgente. Em Portugal, é o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) que recebe e gere estas chamadas, enviando os meios de socorro adequados, como ambulâncias ou viaturas médicas. Quando ligar para o 112? Deve ligar para o 112 sempre que estiver perante uma situação que coloque em risco a vida de alguém ou exija socorro imediato. Alguns exemplos:   Alteração do estado de consciência ou desmaios Suspeita de AVC (dificuldade em falar, sorriso assimétrico, fraqueza num dos lados do corpo) Dificuldade respiratória grave Engasgamento sem sucesso após tentativa de desobstrução Acidentes graves com feridos Dor intensa no peito, sinal de possível enfarte Hemorragias incontroláveis ou muito abundantes Queimaduras graves ou em zonas sensíveis do corpo. Como agir ao ligar para o 112? Mantenha a calma e descreva a situação de forma clara Indique a localização exata onde se encontra Responda a todas as perguntas do operador Só desligue a chamada quando lhe for indicado. O que é a Saúde 24? A linha Saúde 24 (808 24 24 24) é um serviço telefónico de triagem e aconselhamento médico, disponível 24 horas por dia, para situações não emergentes. Através deste serviço, profissionais de saúde avaliam os sintomas e orientam sobre os passos a seguir, podendo recomendar autocuidados, encaminhar para um centro de saúde ou, se necessário, para um serviço de urgência. Quando ligar para a Saúde 24? Se a situação não for grave, mas precisar de aconselhamento médico, a Saúde 24 pode ajudar. Exemplos de situações em que deve ligar:   Febre persistente, sem outros sintomas graves Tosse persistente ou sintomas gripais Náuseas, vómitos ou diarreia sem sinais de desidratação grave Dor ligeira a moderada (garganta, ouvidos, barriga, cabeça) Pequenas reações alérgicas ou alterações da pele Pequenos cortes ou feridas sem hemorragia intensa Alterações ligeiras da tensão arterial, sem outros sintomas associados Choro persistente da criança sem motivo aparente. Vantagens de ligar para a Saúde 24 Aconselhamento médico imediato sem necessidade de deslocação Encaminhamento adequado para o nível de cuidados certo (autocuidados, centro de saúde ou urgência) Disponibilidade 24 horas por dia, todos os dias do ano Evitar idas desnecessárias às urgências, reduzindo tempos de espera nos hospitais Apoio em várias áreas, incluindo dúvidas sobre sintomas, medicação e vacinação. Vantagens de ligar para a Saúde 24 Tenha consigo o número de utente do SNS, nome e data de nascimento Descreva os sintomas e indique há quanto tempo surgiram Siga as recomendações dos profissionais de saúde. Caso a equipa da Saúde 24 perceba que a situação pode ser mais grave do que parecia, a chamada pode ser encaminhada diretamente para o INEM, garantindo o socorro necessário. 112 ou Saúde 24? Afinal, qual número devo escolher? Situação Ligar para Saúde 24 Ligar para 112 Febre, tosse ou dor moderada Sim Não Dor no peito intensa Não Sim Pequenas feridas sem hemorragia intensa Sim Não Hemorragia abundante e incontrolável Não Sim Suspeita de AVC Não Sim Dúvidas sobre medicamentos ou sintomas ligeiros Sim Não Acidente grave com feridos Não Sim O que acontece se ligar para o número errado? Se ligar para o 112 com um problema de saúde não urgente, a chamada não será prioritária e pode acabar por sobrecarregar a linha de emergência, atrasando o atendimento de casos realmente graves. Os operadores podem redirecioná-lo para a Saúde 24, mas isso representa um tempo desnecessário que pode ser evitado ao escolher o contacto certo desde o início. Por outro lado, se ligar para a Saúde 24 numa situação crítica, os profissionais de saúde podem identificar a gravidade do caso e transferir a chamada para o INEM. Mas note que este passo atrasa alguns minutos o envio de socorro, o que pode ser crucial em emergências como AVC ou paragem cardiorrespiratória. Outros contactos importantes Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250: apoio em caso de intoxicações e envenenamentos e disponível 24 horas por dia Linha de Apoio Psicológico SNS 24 – 808 24 24 24 (Opção 4): apoio psicológico para crises emocionais e problemas de saúde mental com atendimento especializado e confidencial Linha Nacional de Emergência Social (LNES) – 144: apoio a vítimas de violência doméstica, sem-abrigo e outras emergências sociais. Serviço disponível 24 horas por dia Linha SOS Criança – 116 111: apoio a crianças em risco ou em situação de emergência. Serviço gratuito e confidencial Linha SOS Voz Amiga – 213 544 545 | 912 802 669 | 963 524 660: apoio emocional para pessoas em solidão, ansiedade ou depressão com atendimento anónimo e sigiloso Linha do Cidadão Idoso – 800 203 531: apoio a idosos em situação de vulnerabilidade ou maus-tratos com atendimento gratuito e confidencial. Conte com a Ambula! Se precisar de transporte para uma unidade de saúde e a situação não exigir a chamada para o 112, oferecemos um serviço de ambulância não urgente e garantimos uma deslocação segura, confortável e com acompanhamento especializado. Conte com a Ambula para um transporte eficiente sempre que precisar! Partilhar:

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Já ouviu falar do Herpes Zóster? E de zona? Conheça esta infeção viral

A zona, também conhecida como herpes-zóster, é uma infeção viral que pode surgir em qualquer altura da vida, mas é mais comum em adultos acima dos 50 anos. Trata-se de uma reativação do vírus da varicela, que permanece adormecido no organismo depois de a pessoa ter tido a doença. Quando o sistema imunitário enfraquece, o vírus pode voltar a despertar, causando sintomas bastante desconfortáveis. Se já ouviu falar nesta condição e quer saber como identificá-la, quais os riscos e como tratá-la, continue a ler. O que é a zona? A zona é provocada pelo mesmo vírus que causa a varicela, o varicella-zoster. Depois de uma pessoa ter varicela, o vírus não desaparece completamente – fica “escondido” nas células nervosas. Pode nunca mais causar problemas mas, em algumas pessoas, reativa-se anos mais tarde, manifestando-se sob a forma de zona.Ao contrário da varicela, que afeta várias partes do corpo, a zona costuma aparecer numa área específica da pele (habitualmente seguindo o trajeto de um nervo). Sintomas da zona Nos primeiros dias, os sintomas podem ser confundidos com outras condições, pois incluem:   Dor localizada (geralmente num lado do corpo) Sensação de ardor ou formigueiro Febre e calafrios Dor de cabeça Cansaço e mal-estar geral. Depois desta fase inicial, surge a erupção cutânea característica. Começa com manchas vermelhas que rapidamente evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Estas bolhas podem ser muito dolorosas e, em alguns casos, até o simples toque da roupa na pele pode ser desconfortável. Com o tempo, as bolhas secam e formam crostas, que acabam por cair ao fim de duas a quatro semanas. Veja aqui como as lesões da zona podem aparecer na pele, desde os primeiros sinais até à formação de crostas. Aviso: As imagens podem ser sensíveis para algumas pessoas. Onde aparecem as lesões? A zona pode surgir em qualquer parte do corpo, mas é mais comum no tronco, no rosto e à volta dos olhos. Normalmente, afeta apenas um lado do corpo, seguindo o trajeto de um nervo. Se a infeção atingir a zona dos olhos (zona oftálmica), pode comprometer a visão e, em casos graves, levar à cegueira. A zona é contagiosa? Sim e não. Quem já teve varicela não pode “apanhar” zona de outra pessoa. No entanto, alguém que nunca teve varicela pode contrair a doença se entrar em contacto com as bolhas de uma pessoa infetada. Por isso, quem tem zona deve evitar contacto direto com grávidas, bebés e pessoas com o sistema imunitário fragilizado. O que pode causar a reativação do vírus? O vírus pode permanecer inativo no organismo durante décadas, mas algumas condições podem aumentar o risco de reativação:   Idade avançada: a zona é mais comum depois dos 50 anos Sistema imunitário enfraquecido: pessoas com doenças como SIDA, cancro ou que fazem tratamentos como quimioterapia estão mais vulneráveis Stress e fadiga: o stress crónico pode afetar o sistema imunitário e facilitar a reativação do vírus Cirurgias ou traumas: alguns procedimentos médicos podem contribuir para o reaparecimento da infeção. Tratamento da zona Não existe uma cura definitiva, mas há tratamentos que ajudam a aliviar os sintomas e acelerar a recuperação. O tratamento deve começar o mais cedo possível, idealmente nos primeiros três dias após o aparecimento das lesões. É fundamental consultar um médico assim que surgirem os primeiros sinais da doença, pois o tratamento é mais eficaz quando iniciado nas primeiras 72 horas após o aparecimento das lesões. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico da zona é feito principalmente com base nos sintomas e na observação das lesões na pele. Em casos duvidosos, podem ser feitos exames laboratoriais para detetar a presença do vírus ativo no organismo. Medicamentos utilizados Antivirais (aciclovir, valaciclovir): ajudam a reduzir a duração da doença e a intensidade dos sintomas Analgésicos e anti-inflamatórios: aliviam a dor e o desconforto Cremes ou géis anestésicos (lidocaína): podem ser aplicados na pele para reduzir a dor Cortisona (em alguns casos): utilizada para diminuir a inflamação e o risco de nevralgia pós-herpética Medicamentos para a nevralgia pós-herpética (amitriptilina, gabapentina): usados quando a dor persiste após a cicatrização das lesões   Para além do tratamento médico, algumas medidas podem ajudar no alívio dos sintomas:   Usar roupa larga para evitar o atrito com a pele Evitar tocar ou coçar as bolhas para prevenir infeções Manter a pele limpa e seca. Quanto tempo demora a passar a doença zona? Na maioria dos casos, esta condição viral dura entre duas a quatro semanas. O ciclo começa com dor e formigueiro na pele, seguido pelo aparecimento das erupções cutâneas e vesículas cheias de líquido. Estas acabam por secar e formar crostas, que caem gradualmente. Algumas pessoas podem continuar a sentir dor persistente na zona afetada, uma condição chamada nevralgia pós-herpética, que pode durar meses ou até anos. O tempo de recuperação pode variar consoante a idade, o estado do sistema imunitário e a rapidez com que o tratamento foi iniciado. Como prevenir a zona? A melhor forma de prevenir a zona é através da vacinação. A vacina contra o herpes-zóster não garante proteção total, mas reduz significativamente o risco de desenvolver a doença e a gravidade dos sintomas. Está recomendada para pessoas com mais de 50 anos e para grupos de risco. Atualmente, a vacina ainda não é comparticipada pelo SNS, o que significa que o custo fica a cargo do utente. O preço ronda os 180 euros por dose, sendo necessárias duas doses para garantir proteção eficaz. O que, para muitos, pode ser um obstáculo ao acesso à prevenção. Perante esta realidade, médicos e associações de doentes têm apelado à inclusão da vacina no Programa Nacional de Vacinação, especialmente para quem tem maior risco de complicações. Se tem dúvidas sobre a vacina, fale com o seu médico de família e avalie se faz sentido para si. Estratégias para prevenir a reativação do vírus Alimentação equilibrada e exercício físico para fortalecer o sistema imunitário. Gestão do stress através de meditação, ioga ou atividades relaxantes. Descanso adequado para evitar fadiga extrema e manter

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Veja como pedir o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência

Para quem tem dificuldades de mobilidade, encontrar um lugar de estacionamento próximo do destino faz toda a diferença no dia a dia. O cartão de estacionamento para pessoas com deficiência surge, assim, como uma solução para facilitar a acessibilidade. Um dístico especial que permite estacionar em lugares reservados e, em certas condições, em outros locais de forma mais acessível. Mas como se pode obter este cartão? Quem tem direito? Quais as vantagens? Vamos dizer-lhe tudo o que precisa de saber. O que é o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência? É um documento que permite ao titular usufruir de lugares reservados para estacionamento exclusivos para pessoas com deficiência. O cartão permite, ainda, estacionar em locais não autorizados para estacionamento, desde que seja absolutamente necessário e por um curto período de tempo (sem comprometer a circulação de peões ou outros veículos). Como é um cartão atribuído à pessoa e não ao veículo, pode ser usado em qualquer carro que a transporte. Como funciona? Por permitir estacionar em lugares reservados ou em locais onde normalmente seria proibido, deve ser colocado no para-brisas do carro de forma visível, e só pode ser utilizado pelo titular, seja como condutor ou passageiro.   O uso indevido pode resultar em coimas e apreensão do dístico. Quem pode pedir o cartão de estacionamento? Para obter este cartão, é necessário cumprir alguns requisitos. O pedido pode ser feito por quem tenha:   Deficiência motora ou física permanente, com um grau de incapacidade igual ou superior a 60% Deficiência intelectual ou Perturbação do Espetro do Autismo (PEA), também com grau de incapacidade igual ou superior a 60% Deficiência visual permanente, com grau de incapacidade igual ou superior a 95% Doença oncológica com incapacidade igual ou superior a 60%, desde que o atestado médico indique dificuldades de deslocação na via pública Deficiência reconhecida pelas Forças Armadas, desde que certificada pelo respetivo cartão de deficiente das Forças Armadas e com um grau de incapacidade igual ou superior a 60%. O cartão é atribuído sem restrições de idade e pode ser solicitado a qualquer momento. Como pedir o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência? 1. Online (IMT Online) Aceda ao Portal do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e autentique-se com os dados das Finanças, Cartão de Cidadão ou Chave Móvel Digital Escolha a opção “Cartão de estacionamento para pessoas com deficiência” Preencha o formulário e anexe os documentos necessários (que vamos indicar de seguida) O cartão é enviado por correio para a morada indicada. 2. Por correio Imprima e preencha o formulário modelo 13-IMT Junte os documentos obrigatórios Envie tudo para a Direção Regional do IMT da área de residência O cartão é posteriormente enviado por correio. 3. Ao balcão Dirija-se a um balcão de atendimento do IMT Entregue os documentos necessários O cartão será enviado por correio para a morada registada. Documentos necessários Para pedir o cartão de estacionamento para pessoas com deficiência, reúna a seguinte documentação:   Requerimento modelo 13 IMT (preenchido e assinado) Documento de identificação (Cartão de Cidadão ou, no caso de cidadãos estrangeiros, título de residência ou passaporte com visto válido) Atestado médico de incapacidade multiuso, que comprove o grau de incapacidade exigido. Vantagens do cartão de estacionamento Ter este cartão pode fazer toda a diferença na rotina de quem tem dificuldades de mobilidade. Algumas das principais vantagens incluem:   Estacionamento em lugares reservados a pessoas com deficiência, devidamente assinalados Possibilidade de estacionar em locais não permitidos, mas apenas quando for absolutamente necessário e sem obstruir a via pública Isenção do pagamento de parquímetro nos locais onde haja estacionamento pago por tempo limitado Possibilidade de pedir um lugar de estacionamento perto de casa ou do trabalho, junto da câmara municipal. Saiba como já de seguida. Como pedir um lugar de estacionamento perto de casa ou do trabalho? Se já tem um cartão de estacionamento para pessoas com deficiência e quer assegurar um lugar reservado perto de casa ou local de trabalho, deve contactar os serviços municipais da sua área de residência. O pedido é feito através de um requerimento específico, dirigido ao presidente da autarquia ou aos serviços municipais, indicando o local onde pretende ter o estacionamento privativo. A duração da autorização varia consoante as regras de cada município. Quanto custa e qual a validade do cartão? O cartão de estacionamento para pessoas com deficiência é gratuito. Tem uma validade de 10 anos, a menos que o atestado médico determine um período de reavaliação da incapacidade. Sempre que utilizar o cartão, este deve estar colocado no tablier do carro, de forma visível. Coimas e penalizações Estacionar num lugar reservado para pessoas com deficiência sem o cartão pode sair caro. Esta infração é considerada grave e pode resultar em:   Coima entre 60 e 300 eurosPerda de dois pontos na carta de condução Possível inibição de conduzir entre um mês e um ano Reboque do veículo e custos associados. Precisa de transporte? Conte com a Ambula! Em algumas deslocações, o transporte próprio pode não ser a melhor opção. Se precisa de um serviço seguro e cómodo para consultas, tratamentos ou outros compromissos médicos, conte com a Ambula! Partilhar:

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Ambulâncias ou VDTD: conheça as diferenças

No tema do transporte de doentes, dois termos acabam por surgir com frequência: ambulância e VDTD (Veículo Dedicado ao Transporte de Doentes). Se já se questionou sobre as reais diferenças entre eles, este artigo vem esclarecê-lo.   Ambas as viaturas têm funções importantes no cuidado aos doentes, mas são bem distintas, tanto na sua utilização como nos equipamentos que oferecem. Ora leia. O que são ambulâncias? As ambulâncias, em termos simples, são veículos especialmente equipados para transportar doentes. Existem diferentes tipos de ambulâncias, e cada uma é projetada para situações específicas.Em geral, uma ambulância é tripulada por, no mínimo, dois profissionais habilitados para prestar cuidados médicos durante o transporte. Estes profissionais podem ser, por exemplo, técnicos de emergência ou enfermeiros, dependendo do tipo de ambulância. Tipos de ambulâncias Tipo A: são ambulâncias de transporte, adequadas para transportar doentes que não apresentam riscos imediatos à saúde. O Tipo A1, por exemplo, transporta um doente em maca ou cadeira de rodas, enquanto o Tipo A2 pode transportar vários doentes e seus acompanhantes Tipo B: conhecidas como ambulâncias de emergência, são equipadas para transportar doentes em situações de urgência, com recursos para prestar cuidados médicos imediatos Tipo C: estas ambulâncias são de cuidados intensivos, usadas para transportar doentes com risco de vida que necessitam de cuidados médicos avançados durante o transporte, como ventilação ou monitorização intensiva. O que são os VDTD? Os Veículos Dedicados ao Transporte de Doentes (VDTD) são veículos ligeiros, pensados para o transporte de doentes em situações não urgentes. Ao contrário das ambulâncias, os VDTD são usados para transportar pessoas que, embora precisem de ser transportadas em segurança, não necessitam de cuidados médicos durante o percurso. São comuns no transporte de doentes para consultas ou exames que não envolvem risco imediato. Imagem: interior de uma ambulância Principais diferenças entre ambulâncias e VDTD 1. Função e tipo de doente A principal diferença entre uma ambulância e um VDTD é o tipo de doente que cada um transporta.   As ambulâncias são equipadas para prestar cuidados durante o transporte Os VDTD são destinados ao transporte de doentes cujas condições clínicas não exigem cuidados médicos durante o transporte. Ou seja, as ambulâncias são usadas para situações de urgência e emergência, enquanto os VDTD são usados para transporte de doentes que não estão em risco iminente de vida. 1. Função e tipo de doente Ambulâncias: dependendo do tipo, as ambulâncias podem ter equipamentos especializados, como sistemas de ventilação, monitores e medicamentos. As ambulâncias de emergência (Tipo B) ou cuidados intensivos (Tipo C) estão equipadas com tecnologias e recursos que permitem salvar vidas durante o transporte VDTD: são mais simples em termos de equipamento, já que não requerem os mesmos cuidados médicos durante o transporte. Normalmente, esses veículos têm rampas ou elevadores para facilitar o acesso de doentes em cadeiras de rodas e são equipados com ar condicionado para garantir o conforto durante o trajeto. 2. Tripulação A tripulação de uma ambulância é mais qualificada e dispõe de profissionais de saúde formados para prestar cuidados durante o transporte. Por exemplo, uma ambulância do Tipo B tem, no mínimo, dois profissionais de saúde, enquanto uma do Tipo C tem uma equipa composta por médicos e enfermeiros.   Nos VDTD, a tripulação é mais simples: geralmente, é composta por um condutor com formação em Suporte Básico de Vida, sem a necessidade de profissionais de saúde a bordo. 3. Licenciamento Ambos os tipos de veículos precisam de estar devidamente licenciados e homologados para garantir a segurança do transporte. As ambulâncias devem passar por vistorias regulares e atender a requisitos mais rigorosos em termos de equipamento e tripulação, dada a sua função de prestar cuidados de saúde. Os VDTD, embora também necessitem de certificação, têm requisitos menos exigentes, uma vez que não envolvem a prestação de cuidados médicos durante o transporte. Quando utilizar cada um? A escolha entre uma ambulância e um VDTD depende sempre da situação clínica do doente: Ambulância: quando o doente apresenta uma condição de risco ou precisa de cuidados médicos durante o transporte, como em situações de urgência, emergência ou quando é necessário monitorizar a sua saúde VDTD: quando o doente não apresenta risco imediato e o transporte é para situações não urgentes, como consultas ou exames médicos. Vale a pena pedir um VDTD? Com a nossa experiência como empresa especializada em transporte de doentes não urgentes, sabemos que, para muitos, a deslocação para consultas, exames ou tratamentos pode ser um verdadeiro desafio. O desconforto, a insegurança ou a simples preocupação com o transporte podem tornar a viagem ainda mais difícil. E é aqui que o VDTD se destaca: a solução perfeita para quem não precisa de cuidados médicos durante o trajeto, mas não abre mão de um transporte seguro, confortável e adaptado às suas necessidades. Ambula VDTD: o transporte certo para o seu conforto e segurança Na Ambula, sabemos que cada doente tem necessidades únicas. Por isso, oferecemos um serviço especializado de transporte de doentes não urgentes, ideal para aqueles que precisam de ser deslocados com segurança e conforto, mas sem a necessidade de cuidados médicos durante o trajeto. Seja para consultas, exames ou tratamentos, os nossos veículos são equipados para garantir o bem-estar do doente, com uma equipa treinada e pronta para oferecer o apoio necessário. Se procura um transporte seguro, confortável e eficiente, a Ambula é a escolha certa para cuidar de si ou dos seus entes queridos em cada deslocação. Contacte-nos e descubra como podemos tornar o seu transporte mais simples e tranquilo! Partilhar:

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Hemodiálise ou diálise peritoneal? Veja o que distingue cada método.

Escolher entre hemodiálise e diálise peritoneal pode parecer uma decisão complicada, mas é, acima de tudo, uma escolha sobre o que melhor se adapta ao dia-a-dia e às necessidades de cada doente. Cada método tem as suas particularidades, vantagens e desafios, e entender essas diferenças é o primeiro passo para tomar uma decisão informada e tranquila. Então, venha connosco explorar de forma simples e prática, o que distingue estas duas opções e como podem influenciar a qualidade de vida no tratamento da insuficiência renal. O que é a diálise? É um tratamento que substitui algumas funções vitais dos rins. Essencialmente, quando os rins deixam de conseguir eliminar toxinas e excesso de líquidos do organismo, este procedimento torna-se essencial para manter o equilíbrio químico no corpo. A diálise atua como um suporte de vida, retirando resíduos metabólicos, regulando o potássio e o bicarbonato, e removendo líquidos acumulados. Embora não substitua integralmente todas as funções renais, a diálise é fundamental para prolongar a vida e garantir uma qualidade de vida aceitável aos pacientes com insuficiência renal crónica. O que é a diálise peritoneal? A diálise peritoneal é uma alternativa que utiliza a membrana peritoneal como filtro natural. Neste método, um líquido de diálise é introduzido na cavidade abdominal através de um cateter, permitindo a remoção de toxinas e excesso de líquidos por difusão e osmose.   Existem dois tipos principais de diálise peritoneal:   Diálise Peritoneal Contínua Ambulatória (DPCA): o paciente realiza manualmente várias trocas de líquido ao longo do dia Diálise Peritoneal Automatizada (DPA): uma máquina realiza as trocas durante a noite, proporcionando maior liberdade durante o dia. Este método é realizado maioritariamente em casa e oferece uma maior autonomia e flexibilidade. O que é a hemodiálise? Na hemodiálise, o sangue é retirado do corpo e filtrado através de uma máquina, onde um dialisador (ou “rim artificial”) remove toxinas, potássio em excesso e fluidos acumulados.   Este processo é realizado, habitualmente, em centros ou unidades de diálise, três vezes por semana, durante cerca de quatro horas por sessão. Em alternativa, é possível realizar a hemodiálise em casa, embora essa prática seja menos comum. Entre as vantagens da hemodiálise destaca-se a capacidade de correção rápida de desequilíbrios metabólicos e hídricos. Contudo, requer um acesso vascular, como uma fístula ou cateter, e pode causar desconfortos como cãibras ou hipotensão. Quais são as causas de insuficiência renal? A diabetes é causa mais comum devido aos níveis elevados de açúcar no sangue Hipertensão arterial, que danifica os vasos sanguíneos dos rins ao longo do tempo Doenças renais hereditárias como a doença renal policística Glomerulonefrite (inflamação nos filtros renais) Infeções urinárias frequentes que podem levar a complicações renais graves Uso excessivo de medicamentos, especialmente analgésicos e anti-inflamatórios Obstruções urinárias causadas por cálculos renais, tumores ou aumento da próstata. Hemodiálise e diálise peritoneal: principais diferenças Ambos os métodos têm vantagens e desvantagens, sendo a escolha dependente de fatores como o estado de saúde do paciente, estilo de vida e preferência pessoal. Veja as principais diferenças entre eles:   Hemodiálise Diálise Peritoneal Local de tratamento Centros de diálise ou em casa Em casa (principalmente) Frequência 3 vezes por semana Diária Técnica Sangue filtrado por máquina Uso da membrana peritoneal Acesso Fístula ou cateter vascular Cateter na cavidade abdominal Autonomia Menor Maior Quando a hemodiálise é a melhor opção? Para doentes com insuficiência renal crónica em fases avançadas Quando não é possível realizar a diálise peritoneal devido a condições médicas ou de estilo de vida Indicado para quem prefere um ambiente controlado, com supervisão de profissionais de saúde Ideal para doentes que necessitam de uma remoção rápida de toxinas do organismo. E para quem a diálise peritoneal se torna a melhor opção? Doentes que desejam realizar o tratamento em casa e ter maior flexibilidade no dia-a-dia Quem tem dificuldades de acesso vascular, impossibilitando a hemodiálise Pessoas com rotina estável e que se sentem confortáveis em gerir o processo de forma autónoma Aqueles que preferem evitar deslocações frequentes ao hospital. Onde realizar tratamentos de hemodiálise e diálise peritoneal? Os tratamentos de hemodiálise e diálise peritoneal podem ser realizados em diversos locais:   Centros e unidades de diálise: estas unidades estão espalhadas por todo o país e oferecem suporte especializado. Consulte a listagem de unidades no site da Associação Portuguesa de Insuficiência Renal (APIR) Em casa: tanto a hemodiálise como a diálise peritoneal podem ser realizadas no domicílio de modo a proporcionar um maior conforto e flexibilidade ao paciente. Precisa de transporte para a diálise? A Ambula garante transporte seguro, confortável e adaptado às suas necessidades para as sessões de hemodiálise ou diálise peritoneal. A nossa equipa de profissionais está pronta para assegurar que chega ao seu destino de forma tranquila e a tempo. Se precisa de transporte especializado para os seus tratamentos, conte com a Ambula! Partilhar:

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Saiba como funciona um teste de gravidez e quando é recomendado fazer

A dúvida bate à porta e o coração acelera. Será? É natural sentir-se ansiosa, com mil perguntas na cabeça: “Estarei grávida?” “Quando devo fazer um teste de gravidez?” Como funciona realmente?”. Se está a passar por este momento, respire fundo – este artigo é para si. Aqui, explicamos tudo o que precisa de saber sobre testes de gravidez, desde como funcionam até à forma certa de os realizar. E porque a internet está cheia de mitos e soluções caseiras, desvendamos também o que é verdade e o que não é. Preparada? Vamos a isto! O que é e como funciona um teste de gravidez? O teste de gravidez é uma forma simples e eficaz de descobrir se está grávida. Funciona ao detetar uma hormona chamada hCG, que começa a ser produzida depois do óvulo fertilizado se fixar na parede do útero, geralmente entre seis a 10 dias após a fecundação. Primeiro, o hCG aparece no sangue e, pouco tempo depois, já é possível encontrá-lo na urina. É esta hormona que os testes procuram para dar a resposta que tanto espera. Existem dois tipos principais:   Teste de urina: pode ser feito em casa com um stick comprado na farmácia. É rápido e fácil de usar Teste de sangue: realizado num laboratório, é mais sensível e permite saber não só se está grávida, mas também em que fase da gravidez está. Quando devo fazer um teste de gravidez? O momento ideal para fazer um teste de gravidez é a partir do primeiro dia de atraso menstrual. Nesta altura, os níveis de hCG já são suficientemente elevados para serem detetados. Contudo, se não tem ciclos regulares ou se teve relações desprotegidas recentemente, o teste só será considerado definitivo 19 dias após a relação. Se optar por fazer o teste antes do atraso menstrual, escolha um teste mais sensível, que possa ser utilizado até 6 dias antes da data prevista para a menstruação. Como é o exemplo do Clearblue Digital Ultra Antecipado. Para maior fiabilidade, faça o teste de manhã, com a primeira urina do dia, que tem uma concentração mais elevada de hCG. Como fazer um teste de gravidez? Fazer um teste de gravidez de farmácia é simples: 1. Retire o stick da embalagem e remova a tampa2. Coloque a ponta absorvente sob o fluxo de urina por alguns segundos ou mergulhe-a numa amostra de urina recolhida3. Coloque a tampa novamente e deixe o stick numa superfície plana4. Aguarde o tempo indicado nas instruções (geralmente 1-3 minutos)5. Leia o resultado:   Positivo: surgem duas linhas ou a palavra “Grávida” Negativo: aparece apenas uma linha ou a palavra “Não grávida”. Se o resultado não for claro (por exemplo, uma linha muito ténue), repita o teste após alguns dias.   O que é um falso positivo? Um falso positivo ocorre quando o teste de gravidez indica que está grávida, mas na verdade não está. Embora os testes de farmácia sejam bastante precisos, alguns fatores podem levar a este tipo de resultado, como:   Uso de medicamentos que contenham hCG (como tratamentos de fertilidade Presença de quistos nos ovários ou outras condições de saúde Teste fora do prazo de validade ou mal armazenado Perda precoce da gravidez, como numa gravidez química Se tiver um teste positivo e dúvidas sobre a sua fiabilidade, é sempre aconselhável confirmar com um médico. E um falso negativo? Já um falso negativo acontece quando o teste indica que não está grávida, mas na verdade está. Pode ocorrer em situações como:   Teste realizado demasiado cedo, antes de os níveis de hCG serem detetáveis Urina diluída, especialmente se ingeriu muitos líquidos antes do teste Erros no procedimento, como não seguir as instruções corretamente Testes de baixa sensibilidade, menos capazes de detetar níveis iniciais de hCG.   Se tiver sintomas de gravidez e o teste for negativo, é recomendável repeti-lo alguns dias depois ou consultar um médico para esclarecimentos. O mito dos testes de gravidez caseiros infalíveis Com tantas sugestões a circular na internet, muitas mulheres podem sentir-se tentadas a recorrer a um teste de gravidez caseiro para tentar obter um resultado, antes de fazer o teste de farmácia. A verdade, porém, é que as opções caseiras não são fiáveis e não têm qualquer base científica. Alguns métodos, como o teste de gravidez caseiro com saliva, com vinagre, com açúcar ou, até mesmo, o teste de gravidez caseiro com limão, são apenas mitos populares que circulam há gerações. Estes métodos, muitas vezes chamados de “testes de gravidez caseiros infalíveis” não têm qualquer poder real de detetar a hormona hCG que, como já explicado acima, é a responsável pela confirmação de uma gravidez. Em vez disso, baseiam-se em reações químicas ou crenças populares que, na melhor das hipóteses, não produzem qualquer efeito, e, na pior, podem dar resultados falsos ou enganosos. Para garantir uma resposta precisa e segura, o mais indicado é recorrer aos testes de gravidez de farmácia, que são cientificamente comprovados e apresentam uma alta taxa de precisão, mais do que qualquer teste de gravidez caseiro. As dúvidas mais comuns sobre testes de gravidez Como saber se estou grávida? Os primeiros sinais incluem atraso menstrual, náuseas, cansaço e aumento da sensibilidade mamária. Confirme com um teste de gravidez. Com quantas semanas o teste de gravidez dá positivo? Geralmente, a partir de 1-2 semanas após a conceção, dependendo do tipo de teste utilizado. Com quantos dias posso fazer um teste de gravidez de farmácia? A partir do primeiro dia de atraso menstrual ou 19 dias após a relação desprotegida. Como fazer um teste de gravidez? Siga as instruções na embalagem, colocando o stick sob o fluxo de urina ou mergulhando-o numa amostra recolhida. Quando é que se deve fazer o teste de gravidez? Idealmente, de manhã, com a primeira urina do dia (para maior contracção de hCG na urina). Quanto custa um teste de gravidez? Os preços variam entre cinco e 20 euros, dependendo da marca e das funcionalidades do teste. Onde comprar um teste de gravidez? Em farmácias, supermercados ou

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Entenda a importância do médico de família

Ter um médico de família é mais do que apenas uma formalidade administrativa. É garantir que alguém conhece o seu histórico de saúde, acompanha o seu bem-estar e está lá para si nos momentos em que mais precisa. Apesar da sua importância, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como ter acesso a este serviço.   Se está entre os que procuram respostas, continue a ler e descubra se tem direito a um médico de família, como pode pedir o seu e o que mudou recentemente no acesso a este serviço no Serviço Nacional de Saúde (SNS) O que é um médico de família? Também chamado de médico de clínica geral, é o profissional que trata questões de saúde imediatas e que acompanha o desenvolvimento físico, emocional e social dos seus pacientes ao longo da vida.   As principais responsabilidades de um médico de família incluem:   Cuidados de saúde primários. Diagnostica e trata problemas de saúde comuns, oferecendo aconselhamento sobre prevenção e bem-estar Acompanhamento contínuo. Estabelece uma relação duradoura com os utentes, muitas vezes abrangendo várias gerações de uma mesma família Prevenção e educação em saúde. Trabalha na promoção de estilos de vida saudáveis e na prevenção de doenças, ajudando a reduzir riscos futuros Coordenação de cuidados. Garante uma gestão integrada da saúde, articulando com outros especialistas e serviços sempre que necessário Cuidado holístico. Valoriza o utente como um todo, tendo em conta aspetos físicos, psicológicos e sociais Primeiro ponto de contacto. Atua como a porta de entrada no sistema de saúde, respondendo às preocupações iniciais e orientando os próximos passos. Quando devo consultar um médico de família? Questões de saúde geral: dores, febres, infeções, alergias ou outros problemas de saúde não urgentes Doenças crónicas: monitorização e ajuste de tratamentos para condições como diabetes, hipertensão ou asma Exames de rotina: check-ups regulares, incluindo análises ao sangue, rastreios de colesterol e medições de tensão arterial Vacinação: administração de vacinas previstas no Programa Nacional de Vacinação Saúde mental: apoio inicial em casos de depressão, ansiedade ou outros problemas psicológicos, com encaminhamento para especialistas se necessário Prevenção e conselhos de saúde: orientação sobre estilos de vida saudáveis, nutrição, cessação tabágica e prevenção de doenças Saúde reprodutiva: planeamento familiar, contraceção, questões ligadas à gravidez e exames de rastreio Receitas e renovações: obtenção de medicamentos de uso contínuo ou prescrição de novos tratamentos Encaminhamento para especialistas: avaliação e referência para consultas especializadas ou tratamentos específicos Baixas e atestados: emissão de justificações para trabalho, escola ou atividades desportivas. Quem tem direito a um médico de família? Em Portugal, qualquer pessoa inscrita no Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem direito a um médico de família, incluindo:   Cidadãos portugueses Residentes estrangeiros legais Beneficiários de acordos internacionais Refugiados e requerentes de asilo.   No entanto, a atribuição deste profissional depende da disponibilidade na unidade de saúde da área de residência. É dada prioridade a:   Grávidas Crianças até aos 12 anos Doentes crónicos. Como pedir um médico de família Para solicitar um médico de família, siga estes passos:   Inscrição no SNS. Comece por inscrever-se no Sistema Nacional de Saúde (SNS). Dirija-se ao Centro de Saúde mais próximo da sua área de residência com os seguintes documentos: Cartão de Cidadão ou outro documento de identificação válido e comprovativo de residência (como uma fatura de serviços ou contrato de arrendamento).Durante este processo, será registado no Registo Nacional de Utentes (RNU) e receberá o seu Número Nacional de Utente (NNU). Solicitação do médico de família. Depois de estar inscrito no SNS e ter o seu Número de Utente, peça no Centro de Saúde a atribuição de um médico de família. A disponibilidade depende do número de médicos na sua zona, mas assim que tiver um atribuído, poderá começar a agendar consultas para os cuidados de saúde primários. Em algumas regiões, é possível iniciar o processo de inscrição online através de plataformas como o Portal do SNS ou o SNS 24, mas o método mais comum continua a ser presencial no Centro de Saúde. Como saber se tenho médico de família Para confirmar se tem um médico de família atribuído, pode:   Consultar o Centro de Saúde. Dirija-se ao balcão do seu Centro de Saúde e peça essa informação Verificar na aplicação MySNS. Na área pessoal, pode consultar se tem médico de família associado Contactar por telefone ou e-mail. O seu Centro de Saúde pode fornecer essa informação através dos contactos disponíveis. Se ainda não tiver um médico de família, será incluído numa lista de espera e poderá, em situações urgentes, ser atendido por outros profissionais de saúde no centro.   E se não tiver médico de família? Quem não tiver um médico atribuído pode recorrer a:   Consultas de recurso: disponíveis em horários específicos no Centro de SaúdeSNS 24: para marcação de consultas e informações sobre cuidados de saúde Ou Serviços de Urgência. Novas regras para 2025 Desde janeiro de 2025, o Governo introduziu novas prioridades para a atribuição de médicos de família, que consistem: Alargamento da prioridade infantil: crianças até aos 12 anos (anteriormente até aos dois anos) são prioritárias Atenção a grupos específicos: grávidas e doentes crónicos mantêm prioridade Perda de direito: emigrantes e estrangeiros residentes que não tenham registos de consulta nos últimos cinco anos podem perder o médico de família. Estas medidas surgem no âmbito do Plano de Emergência e Transformação na Saúde, com o objetivo de melhorar a gestão dos recursos disponíveis. Precisa de transporte para as consultas? Para os utentes que precisam de deslocações frequentes a consultas ou tratamentos e enfrentam dificuldades de mobilidade, a Ambula oferece um serviço de transporte de doentes não urgentes que assegura a deslocação cómoda e eficiente aos cuidados de saúde que necessita. As perguntas mais frequentes o médico de família Como arranjar um médico de família? Deve inscrever-se no Centro de Saúde da área de residência. Atribuição depende da disponibilidade de médicos no local. Quanto se perde o direito a um médico de família? O direito é perdido ao mudar de área de residência sem atualizar o

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Conheça os direitos e deveres do cuidador informal

Todos os dias, milhares de pessoas dedicam o tempo e energia a cuidar de alguém com dificuldades de mobilidade, doenças crónicas ou limitações físicas. Contudo, este cuidado vai muito além de uma tarefa simples: é um compromisso emocional e físico que exige coragem, paciência e dedicação. Saiba mais sobre este que é um papel fundamental, mas muitas vezes invisível.   Fique a saber como funciona, como pedir e que outras funcionalidades úteis pode encontrar no Portal SNS 24 e na App SNS 24. O que é o Estatuto de Cuidador Informal? Criado precisamente para reconhecer a importância desta função, o Estatuto de Cuidador Informal garante os direitos e apoio aos cuidadores que ajudam diariamente pessoas com dependência, seja por idade, doença ou deficiência. Oferece uma série de benefícios e também define deveres que tornam a tarefa mais justa e equilibrada. Quais são os direitos do cuidador informal? Os cuidadores informais devidamente reconhecidos pela Segurança Social têm acesso a uma série de direitos que visam assegurar o seu bem-estar e capacidade para cuidar:   Acompanhamento e formação. Podem receber formação específica e apoio de profissionais de saúde, desde a evolução da doença da pessoa cuidada até às melhores práticas para prestar assistência Apoio psicológico. Este direito estende-se mesmo após a morte da pessoa cuidada, garantindo suporte emocional num momento delicado Períodos de descanso. Para prevenir o esgotamento, os cuidadores têm direito a pausas anuais, que podem ser ajustadas às suas necessidades Regime de trabalhador-estudante. Caso estejam a frequentar uma instituição de ensino, têm acesso aos benefícios deste regime Subsídio de apoio. Um benefício financeiro destinado aos cuidadores principais, mediante certas condições de rendimento (explicado mais à frente) Plano de intervenção específico (PIE). Este documento é elaborado em conjunto com profissionais de saúde e Segurança Social e detalha as necessidades do cuidador e da pessoa dependente Teletrabalho e horários flexíveis. Os cuidadores não principais podem solicitar o teletrabalho, desde que compatível com as funções. Quais são os deveres do cuidador informal? Ser cuidador informal não é só um direito; também implica responsabilidades:   Garantir o bem-estar da pessoa cuidada. Inclui apoio diário, administração de medicação, promoção da autonomia e manutenção de um ambiente seguro e confortável Prestar cuidados permanentes. O cuidador tem de garantir que a pessoa cuidada receba os cuidados necessários em termos de saúde, alimentação e higiene Colaboração com profissionais. O cuidador deve informar os serviços de qualquer alteração relevante e participar nas formações previstas Cumprimento de obrigações legais. Inclui informar a Segurança Social sobre alterações como a cessação da coabitação, morte da pessoa cuidada ou desistência do estatuto Apoiar na socialização. O cuidador também é responsável por incentivar a pessoa cuidada a manter-se socialmente ativa, quando possível Acompanhamento contínuo. A pessoa cuidada deve ser acompanhada de forma constante, independentemente de estar em casa ou a frequentar algum tipo de instituição. Quem pode ser considerado cuidador informal? Um cuidador informal pode ser:   Familiar: um cônjuge, irmão, filho ou outro familiar até ao 4.º grau da linha reta ou colateral Não familiar: a novidade introduzida pela lei em 2024 é a possibilidade de cuidadores não familiares, como amigos ou vizinhos, obterem este estatuto, desde que tenham a mesma morada fiscal da pessoa cuidada. Quais os requisitos e condições para ser um cuidador informal? Para ser reconhecido como cuidador informal, o requerente deve: Ser maior de idade Residir legalmente em Portugal Estar em boas condições de saúde para poder cuidar da pessoa dependente Ser familiar da pessoa cuidada ou, no caso de cuidadores não familiares, ter a mesma morada fiscal da pessoa cuidada. Adicionalmente, para ser cuidador principal, a pessoa tem de morar com a pessoa cuidada e prestar cuidados de forma permanente. Cuidador formal e informal: qual é a diferença? A diferença principal entre um cuidador formal e informal está na relação com a pessoa cuidada. O cuidador formal é um profissional que trabalha em instituições de saúde ou serviços de cuidados, recebendo por isso. O informal, por outro lado, é alguém da família ou um amigo que cuida de alguém sem remuneração, de forma voluntária. E cuidador informal principal e não principal? A distinção entre cuidador informal principal e não principal tem a ver com a intensidade e permanência dos cuidados prestados. O cuidador principal vive com a pessoa dependente e dedica-se a cuidar dela de forma contínua, sem receber remuneração por isso. Já o cuidador não principal oferece cuidados de forma mais esporádica e pode ter outra ocupação remunerada. Como pedir o Estatuto de Cuidador Informal? Para requerer o estatuto, o cuidador deve dirigir-se à Segurança Social, online ou presencialmente. O processo é simples, mas exige que a pessoa cuidada dê o seu consentimento e forneça uma declaração médica que comprove a sua situação de dependência. Como pedir o subsídio de apoio ao cuidador informal principal? O pedido do subsídio é feito no momento em que o cuidador formaliza o pedido de reconhecimento do estatuto. O subsídio de apoio ao cuidador informal é atribuído a quem cumpre os requisitos, como ser o cuidador principal e não receber qualquer remuneração pelos cuidados prestados. De quanto é e como é calculado o subsídio do cuidador informal? O subsídio mensal para cuidadores informais principais depende da condição de recursos do agregado familiar. Em 2025, considera-se que as condições estão cumpridas se os rendimentos de referência do agregado forem inferiores a 1,3 vezes o IAS, ou seja, 679,25 euros. O valor do subsídio é calculado pela diferença entre os rendimentos do agregado e o valor do IAS, que este ano é de 522,5 euros. Por exemplo, se o rendimento mensal for de 300 euros, o subsídio será de 222,5 euros (522,5€ – 300€). O subsídio pode ser aumentado caso o cuidador informal principal esteja inscrito no Seguro Social Voluntário. Consulte o Guia Prático – Estatuto do Cuidador Informal. Partilhar:

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O que é e como pedir a autodeclaração de doença?

Há momentos em que a saúde exige uma pausa, mesmo que seja por pouco tempo. A boa notícia é que, em casos de doença, pode justificar até três dias de ausência ao trabalho sem atestado médico, recorrendo à Autodeclaração de Doença (ADD). Fique a saber como funciona, como pedir e que outras funcionalidades úteis pode encontrar no Portal SNS 24 e na App SNS 24. Autodeclaração de doença: o que é A autodeclaração de doença – também conhecida como “auto baixa” – é um mecanismo simples e prático, pensado para situações de doença de curta duração. Sem necessidade de deslocações ao médico ou centro de saúde, o trabalhador pode justificar até três dias consecutivos de ausência por doença, declarando-a sob compromisso de honra. Este sistema, válido para maiores de 16 anos, permite justificar ausências até duas vezes por ano, totalizando seis dias de baixa médica por ano civil (recorrendo a duas baixas de três dias). É especialmente útil para lidar com gripes ligeiras, indisposições passageiras ou outras situações que não requerem acompanhamento médico imediato. E mesmo que precise de faltar apenas um dia, pode pedir uma autodeclaração de doença de um dia. Quando pedir a minha autodeclaração? Deve pedir a autodeclaração de doença até cinco dias após o início da ausência. Atenção: como referido, pode usá-la apenas duas vezes por ano, com um máximo de três dias consecutivos por pedido. Como obter o documento da autodeclaração de doença? Existem três maneiras muito simples de pedir a baixa de três dias, online ou por telefone, ora veja: Pedir a autodeclaração de doença no Portal SNS 24 Aceda ao Portal SNS 24 Autentique-se com a Chave Móvel Digital, Cartão de Cidadão ou número de utente Clique em “Autodeclaração de Doença” Indique a data de início da doença Confirme os dados e submeta o pedido. Receberá um código que pode partilhar com a entidade patronal. Pedir a autodeclaração de doença na App SNS 24 Instale a App SNS 24 no seu telemóvel Siga os mesmos passos que no portal para fazer o pedido. Pedir a autodeclaração de doença na App SNS 24 Se prefere falar com alguém, pode ligar para o 808 24 24 24 e solicitar a ADD com a ajuda de um operador. Como validar a autodeclaração de doença? Pode consultar e validar a autodeclaração de forma simples:   No Portal SNS 24: aceda à área pessoal e consulte o histórico de pedidos Na App SNS 24: o código estará disponível na sua conta Por SMS ou email: utilize a mensagem de confirmação que recebeu Pela Linha SNS 24: ligue para o 808 24 24 24. Entregue o código de validação à entidade patronal, que poderá confirmar a autenticidade no Portal SNS 24. Outras funcionalidades do SNS 24 A autodeclaração de doença é apenas uma das muitas facilidades oferecidas pelo SNS 24. No portal e na app, pode:   Agendar consultas no centro de saúde ou pediátricas Aceder ao boletim de vacinas digital Consultar resultados de análises e exames Renovar receitas médicas. Outras funcionalidades do SNS 24 Limitações: lembre-se de que a ADD só pode ser usada duas vezes por ano e não é paga. Após os três dias, se continuar doente, precisará de obter um atestado médico Como partilhar o código: assim que emitir a autodeclaração, envie o código recebido à sua entidade patronal. O empregador pode confirmar a autenticidade no Portal SNS 24 Usar com responsabilidade: a ADD é um recurso prático, mas limitado. Reserve-o para situações em que realmente precise. A sua saúde em primeiro lugar Precisa de se deslocar para uma consulta ou exame e não tem transporte? Não se preocupe, conte com a Ambula! Tratamos do transporte com toda a segurança e conforto. Partilhar:

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Doar sangue: tudo o que precisa de saber

Ato simples, mas de uma importância gigantesca e que pode, literalmente, salvar vidas. Todos os dias, nos hospitais e centros de saúde, há quem dependa deste gesto para sobreviver. Mas como funciona? Quem pode doar? Quais são os direitos e deveres de um dador? A importância de doar sangue O sangue humano é insubstituível, não há tecnologia ou laboratório capaz de replicá-lo. Por isso, depende totalmente da solidariedade de quem decide doar. É utilizado em transfusões, cirurgias, tratamentos oncológicos, acidentes e, acredite, as reservas de sangue precisam de ser constantemente renovadas. Sabia que uma única doação pode salvar até três vidas? Quem pode doar sangue? Para ser dador de sangue, é necessário:   Ter entre 18 e 65 anos. Se for um dador regular, pode continuar até aos 60 anos, ou até aos 65 em casos específicos Ter pelo menos 50 kg Estar saudável, sem doenças transmissíveis pelo sangue, como VIH ou hepatites Ter hábitos saudáveis e evitar comportamentos de risco. Quem não pode doar sangue em Portugal? Existem situações que podem impedir a doação, temporária ou definitivamente:   Fez uma tatuagem ou piercing há menos de quatro meses Passou recentemente por cirurgias, incluindo dentárias (menos de três meses) Está grávida ou a amamentar (menos de 12 meses) Recebeu uma transfusão de sangue depois de 1980 Foi diagnosticado com doenças crónicas ou infecciosas (como diabetes insulino-dependente ou malária) Teve um novo parceiro sexual nos últimos 6 meses, sem conhecer o historial de saúde do mesmo. Cada caso será avaliado durante a triagem clínica, realizada antes da doação. Como doar sangue Antes da doação, o dador deve:   Identificar-se com um documento válido Passar por uma avaliação médica, que inclui medição da tensão arterial, análise dos níveis de hemoglobina e preenchimento de um questionário de saúde Estar bem alimentado e descansado. Direitos do dador de sangue Centro de Sangue e da Transplantação do PortoRua do Bolama, n.º 133, PortoHorário: Segunda a sábado, das 8h às 19h30. Direitos do dador de sangue Por outro lado, o dador deve:   Fornecer informações verdadeiras e completas sobre o seu estado de saúde Formalizar o consentimento por escrito, através do preenchimento do modelo aprovado pelo organismo público responsável Respeitar os intervalos entre as dádivas (três meses para homens e quatro meses para mulheres) Cumprir as orientações médicas antes e depois da doação. Pode consultar todos os direitos e deveres do dador de sangue no Estatuto do Dador de Sangue, no Diário da República. Onde doar sangue? Pode doar sangue em centros de recolha fixos ou em unidades móveis que percorrem várias localidades. Poderá consultar estes locais, disponíveis de norte a sul do país, em Dador.pt. Como pedir a baixa médica A baixa médica é emitida exclusivamente por entidades autorizadas, tais como: Centros de Saúde do SNS (regra geral, pelos médicos de família) Hospitais (exceto os serviços de urgência) Serviços de Atendimento Permanente (SAP) Serviços de prevenção e tratamento da toxicodependência. E se precisar de transporte para ir até uma unidade de saúde pedir a sua baixa médica? Conte com a Ambula para levá-lo em segurança. Onde doar sangue em Lisboa? Centro de Sangue e da Transplantação de LisboaAv. do Brasil, n.º 53, LisboaHorário: Segunda a sábado, das 8h às 19h30. Onde doar sangue no Porto? Centro de Sangue e da Transplantação do PortoRua do Bolama, n.º 133, PortoHorário: Segunda a sábado, das 8h às 19h30 O Cartão Nacional de Dador de Sngue Este cartão regista todas as suas dádivas efetuadas, registadas na base de dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST, IP) e facilita o acesso aos benefícios previstos. Pode ser consultado na App SNS 24, onde encontrará informações como o número nacional de dador, o grupo sanguíneo e as datas e locais das doações. As dúvidas mais comuns sobre doar sangue Quem tem tatuagens pode doar sangue? Sim, desde que tenha passado pelo menos quatro meses desde a realização. O que se pode comer antes de doar sangue? Uma refeição leve e evitar alimentos gordurosos. Quem fez transfusão de sangue pode doar sangue? Não, se a transfusão foi após 1980. Qual o peso mínimo para doar sangue? É necessário pesar, no mínimo, 50kg. Qual o tipo de sangue que pode doar para todos os tipos? O tipo O negativo. Também conhecido como dador universal. De quanto em quanto tempo posso doar sangue? Homens: a cada três meses. Mulheres. a cada quatro meses. Até que idade posso doar sangue? Até aos 65 anos, em condições específicas. Quais os tipos de sangue? Existem quatro principais grupos sanguíneos: A, B, AB e O. Cada grupo pode ser Rh positivo (+) ou negativo (-), totalizando oito tipos sanguíneos diferentes (A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+ e O-). Partilhar:

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