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Saiba em que casos ligar para a Saúde 24 ou INEM

Perante um problema de saúde, a dúvida pode surgir: devo ligar para a Saúde 24 ou para o 112? Saber distinguir quando recorrer a cada serviço faz toda a diferença para garantir que recebe a ajuda certa no momento certo. O que é o 112? O 112 é o número europeu de emergência e deve ser usado exclusivamente em situações graves, que representam um perigo iminente para a vida ou que exigem assistência médica urgente. Em Portugal, é o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) que recebe e gere estas chamadas, enviando os meios de socorro adequados, como ambulâncias ou viaturas médicas. Quando ligar para o 112? Deve ligar para o 112 sempre que estiver perante uma situação que coloque em risco a vida de alguém ou exija socorro imediato. Alguns exemplos:   Alteração do estado de consciência ou desmaios Suspeita de AVC (dificuldade em falar, sorriso assimétrico, fraqueza num dos lados do corpo) Dificuldade respiratória grave Engasgamento sem sucesso após tentativa de desobstrução Acidentes graves com feridos Dor intensa no peito, sinal de possível enfarte Hemorragias incontroláveis ou muito abundantes Queimaduras graves ou em zonas sensíveis do corpo. Como agir ao ligar para o 112? Mantenha a calma e descreva a situação de forma clara Indique a localização exata onde se encontra Responda a todas as perguntas do operador Só desligue a chamada quando lhe for indicado. O que é a Saúde 24? A linha Saúde 24 (808 24 24 24) é um serviço telefónico de triagem e aconselhamento médico, disponível 24 horas por dia, para situações não emergentes. Através deste serviço, profissionais de saúde avaliam os sintomas e orientam sobre os passos a seguir, podendo recomendar autocuidados, encaminhar para um centro de saúde ou, se necessário, para um serviço de urgência. Quando ligar para a Saúde 24? Se a situação não for grave, mas precisar de aconselhamento médico, a Saúde 24 pode ajudar. Exemplos de situações em que deve ligar:   Febre persistente, sem outros sintomas graves Tosse persistente ou sintomas gripais Náuseas, vómitos ou diarreia sem sinais de desidratação grave Dor ligeira a moderada (garganta, ouvidos, barriga, cabeça) Pequenas reações alérgicas ou alterações da pele Pequenos cortes ou feridas sem hemorragia intensa Alterações ligeiras da tensão arterial, sem outros sintomas associados Choro persistente da criança sem motivo aparente. Vantagens de ligar para a Saúde 24 Aconselhamento médico imediato sem necessidade de deslocação Encaminhamento adequado para o nível de cuidados certo (autocuidados, centro de saúde ou urgência) Disponibilidade 24 horas por dia, todos os dias do ano Evitar idas desnecessárias às urgências, reduzindo tempos de espera nos hospitais Apoio em várias áreas, incluindo dúvidas sobre sintomas, medicação e vacinação. Vantagens de ligar para a Saúde 24 Tenha consigo o número de utente do SNS, nome e data de nascimento Descreva os sintomas e indique há quanto tempo surgiram Siga as recomendações dos profissionais de saúde. Caso a equipa da Saúde 24 perceba que a situação pode ser mais grave do que parecia, a chamada pode ser encaminhada diretamente para o INEM, garantindo o socorro necessário. 112 ou Saúde 24? Afinal, qual número devo escolher? Situação Ligar para Saúde 24 Ligar para 112 Febre, tosse ou dor moderada Sim Não Dor no peito intensa Não Sim Pequenas feridas sem hemorragia intensa Sim Não Hemorragia abundante e incontrolável Não Sim Suspeita de AVC Não Sim Dúvidas sobre medicamentos ou sintomas ligeiros Sim Não Acidente grave com feridos Não Sim O que acontece se ligar para o número errado? Se ligar para o 112 com um problema de saúde não urgente, a chamada não será prioritária e pode acabar por sobrecarregar a linha de emergência, atrasando o atendimento de casos realmente graves. Os operadores podem redirecioná-lo para a Saúde 24, mas isso representa um tempo desnecessário que pode ser evitado ao escolher o contacto certo desde o início. Por outro lado, se ligar para a Saúde 24 numa situação crítica, os profissionais de saúde podem identificar a gravidade do caso e transferir a chamada para o INEM. Mas note que este passo atrasa alguns minutos o envio de socorro, o que pode ser crucial em emergências como AVC ou paragem cardiorrespiratória. Outros contactos importantes Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 800 250 250: apoio em caso de intoxicações e envenenamentos e disponível 24 horas por dia Linha de Apoio Psicológico SNS 24 – 808 24 24 24 (Opção 4): apoio psicológico para crises emocionais e problemas de saúde mental com atendimento especializado e confidencial Linha Nacional de Emergência Social (LNES) – 144: apoio a vítimas de violência doméstica, sem-abrigo e outras emergências sociais. Serviço disponível 24 horas por dia Linha SOS Criança – 116 111: apoio a crianças em risco ou em situação de emergência. Serviço gratuito e confidencial Linha SOS Voz Amiga – 213 544 545 | 912 802 669 | 963 524 660: apoio emocional para pessoas em solidão, ansiedade ou depressão com atendimento anónimo e sigiloso Linha do Cidadão Idoso – 800 203 531: apoio a idosos em situação de vulnerabilidade ou maus-tratos com atendimento gratuito e confidencial. Conte com a Ambula! Se precisar de transporte para uma unidade de saúde e a situação não exigir a chamada para o 112, oferecemos um serviço de ambulância não urgente e garantimos uma deslocação segura, confortável e com acompanhamento especializado. Conte com a Ambula para um transporte eficiente sempre que precisar! Partilhar:

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Já ouviu falar do Herpes Zóster? E de zona? Conheça esta infeção viral

A zona, também conhecida como herpes-zóster, é uma infeção viral que pode surgir em qualquer altura da vida, mas é mais comum em adultos acima dos 50 anos. Trata-se de uma reativação do vírus da varicela, que permanece adormecido no organismo depois de a pessoa ter tido a doença. Quando o sistema imunitário enfraquece, o vírus pode voltar a despertar, causando sintomas bastante desconfortáveis. Se já ouviu falar nesta condição e quer saber como identificá-la, quais os riscos e como tratá-la, continue a ler. O que é a zona? A zona é provocada pelo mesmo vírus que causa a varicela, o varicella-zoster. Depois de uma pessoa ter varicela, o vírus não desaparece completamente – fica “escondido” nas células nervosas. Pode nunca mais causar problemas mas, em algumas pessoas, reativa-se anos mais tarde, manifestando-se sob a forma de zona.Ao contrário da varicela, que afeta várias partes do corpo, a zona costuma aparecer numa área específica da pele (habitualmente seguindo o trajeto de um nervo). Sintomas da zona Nos primeiros dias, os sintomas podem ser confundidos com outras condições, pois incluem:   Dor localizada (geralmente num lado do corpo) Sensação de ardor ou formigueiro Febre e calafrios Dor de cabeça Cansaço e mal-estar geral. Depois desta fase inicial, surge a erupção cutânea característica. Começa com manchas vermelhas que rapidamente evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Estas bolhas podem ser muito dolorosas e, em alguns casos, até o simples toque da roupa na pele pode ser desconfortável. Com o tempo, as bolhas secam e formam crostas, que acabam por cair ao fim de duas a quatro semanas. Veja aqui como as lesões da zona podem aparecer na pele, desde os primeiros sinais até à formação de crostas. Aviso: As imagens podem ser sensíveis para algumas pessoas. Onde aparecem as lesões? A zona pode surgir em qualquer parte do corpo, mas é mais comum no tronco, no rosto e à volta dos olhos. Normalmente, afeta apenas um lado do corpo, seguindo o trajeto de um nervo. Se a infeção atingir a zona dos olhos (zona oftálmica), pode comprometer a visão e, em casos graves, levar à cegueira. A zona é contagiosa? Sim e não. Quem já teve varicela não pode “apanhar” zona de outra pessoa. No entanto, alguém que nunca teve varicela pode contrair a doença se entrar em contacto com as bolhas de uma pessoa infetada. Por isso, quem tem zona deve evitar contacto direto com grávidas, bebés e pessoas com o sistema imunitário fragilizado. O que pode causar a reativação do vírus? O vírus pode permanecer inativo no organismo durante décadas, mas algumas condições podem aumentar o risco de reativação:   Idade avançada: a zona é mais comum depois dos 50 anos Sistema imunitário enfraquecido: pessoas com doenças como SIDA, cancro ou que fazem tratamentos como quimioterapia estão mais vulneráveis Stress e fadiga: o stress crónico pode afetar o sistema imunitário e facilitar a reativação do vírus Cirurgias ou traumas: alguns procedimentos médicos podem contribuir para o reaparecimento da infeção. Tratamento da zona Não existe uma cura definitiva, mas há tratamentos que ajudam a aliviar os sintomas e acelerar a recuperação. O tratamento deve começar o mais cedo possível, idealmente nos primeiros três dias após o aparecimento das lesões. É fundamental consultar um médico assim que surgirem os primeiros sinais da doença, pois o tratamento é mais eficaz quando iniciado nas primeiras 72 horas após o aparecimento das lesões. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico da zona é feito principalmente com base nos sintomas e na observação das lesões na pele. Em casos duvidosos, podem ser feitos exames laboratoriais para detetar a presença do vírus ativo no organismo. Medicamentos utilizados Antivirais (aciclovir, valaciclovir): ajudam a reduzir a duração da doença e a intensidade dos sintomas Analgésicos e anti-inflamatórios: aliviam a dor e o desconforto Cremes ou géis anestésicos (lidocaína): podem ser aplicados na pele para reduzir a dor Cortisona (em alguns casos): utilizada para diminuir a inflamação e o risco de nevralgia pós-herpética Medicamentos para a nevralgia pós-herpética (amitriptilina, gabapentina): usados quando a dor persiste após a cicatrização das lesões   Para além do tratamento médico, algumas medidas podem ajudar no alívio dos sintomas:   Usar roupa larga para evitar o atrito com a pele Evitar tocar ou coçar as bolhas para prevenir infeções Manter a pele limpa e seca. Quanto tempo demora a passar a doença zona? Na maioria dos casos, esta condição viral dura entre duas a quatro semanas. O ciclo começa com dor e formigueiro na pele, seguido pelo aparecimento das erupções cutâneas e vesículas cheias de líquido. Estas acabam por secar e formar crostas, que caem gradualmente. Algumas pessoas podem continuar a sentir dor persistente na zona afetada, uma condição chamada nevralgia pós-herpética, que pode durar meses ou até anos. O tempo de recuperação pode variar consoante a idade, o estado do sistema imunitário e a rapidez com que o tratamento foi iniciado. Como prevenir a zona? A melhor forma de prevenir a zona é através da vacinação. A vacina contra o herpes-zóster não garante proteção total, mas reduz significativamente o risco de desenvolver a doença e a gravidade dos sintomas. Está recomendada para pessoas com mais de 50 anos e para grupos de risco. Atualmente, a vacina ainda não é comparticipada pelo SNS, o que significa que o custo fica a cargo do utente. O preço ronda os 180 euros por dose, sendo necessárias duas doses para garantir proteção eficaz. O que, para muitos, pode ser um obstáculo ao acesso à prevenção. Perante esta realidade, médicos e associações de doentes têm apelado à inclusão da vacina no Programa Nacional de Vacinação, especialmente para quem tem maior risco de complicações. Se tem dúvidas sobre a vacina, fale com o seu médico de família e avalie se faz sentido para si. Estratégias para prevenir a reativação do vírus Alimentação equilibrada e exercício físico para fortalecer o sistema imunitário. Gestão do stress através de meditação, ioga ou atividades relaxantes. Descanso adequado para evitar fadiga extrema e manter

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Hemodiálise ou diálise peritoneal? Veja o que distingue cada método.

Escolher entre hemodiálise e diálise peritoneal pode parecer uma decisão complicada, mas é, acima de tudo, uma escolha sobre o que melhor se adapta ao dia-a-dia e às necessidades de cada doente. Cada método tem as suas particularidades, vantagens e desafios, e entender essas diferenças é o primeiro passo para tomar uma decisão informada e tranquila. Então, venha connosco explorar de forma simples e prática, o que distingue estas duas opções e como podem influenciar a qualidade de vida no tratamento da insuficiência renal. O que é a diálise? É um tratamento que substitui algumas funções vitais dos rins. Essencialmente, quando os rins deixam de conseguir eliminar toxinas e excesso de líquidos do organismo, este procedimento torna-se essencial para manter o equilíbrio químico no corpo. A diálise atua como um suporte de vida, retirando resíduos metabólicos, regulando o potássio e o bicarbonato, e removendo líquidos acumulados. Embora não substitua integralmente todas as funções renais, a diálise é fundamental para prolongar a vida e garantir uma qualidade de vida aceitável aos pacientes com insuficiência renal crónica. O que é a diálise peritoneal? A diálise peritoneal é uma alternativa que utiliza a membrana peritoneal como filtro natural. Neste método, um líquido de diálise é introduzido na cavidade abdominal através de um cateter, permitindo a remoção de toxinas e excesso de líquidos por difusão e osmose.   Existem dois tipos principais de diálise peritoneal:   Diálise Peritoneal Contínua Ambulatória (DPCA): o paciente realiza manualmente várias trocas de líquido ao longo do dia Diálise Peritoneal Automatizada (DPA): uma máquina realiza as trocas durante a noite, proporcionando maior liberdade durante o dia. Este método é realizado maioritariamente em casa e oferece uma maior autonomia e flexibilidade. O que é a hemodiálise? Na hemodiálise, o sangue é retirado do corpo e filtrado através de uma máquina, onde um dialisador (ou “rim artificial”) remove toxinas, potássio em excesso e fluidos acumulados.   Este processo é realizado, habitualmente, em centros ou unidades de diálise, três vezes por semana, durante cerca de quatro horas por sessão. Em alternativa, é possível realizar a hemodiálise em casa, embora essa prática seja menos comum. Entre as vantagens da hemodiálise destaca-se a capacidade de correção rápida de desequilíbrios metabólicos e hídricos. Contudo, requer um acesso vascular, como uma fístula ou cateter, e pode causar desconfortos como cãibras ou hipotensão. Quais são as causas de insuficiência renal? A diabetes é causa mais comum devido aos níveis elevados de açúcar no sangue Hipertensão arterial, que danifica os vasos sanguíneos dos rins ao longo do tempo Doenças renais hereditárias como a doença renal policística Glomerulonefrite (inflamação nos filtros renais) Infeções urinárias frequentes que podem levar a complicações renais graves Uso excessivo de medicamentos, especialmente analgésicos e anti-inflamatórios Obstruções urinárias causadas por cálculos renais, tumores ou aumento da próstata. Hemodiálise e diálise peritoneal: principais diferenças Ambos os métodos têm vantagens e desvantagens, sendo a escolha dependente de fatores como o estado de saúde do paciente, estilo de vida e preferência pessoal. Veja as principais diferenças entre eles:   Hemodiálise Diálise Peritoneal Local de tratamento Centros de diálise ou em casa Em casa (principalmente) Frequência 3 vezes por semana Diária Técnica Sangue filtrado por máquina Uso da membrana peritoneal Acesso Fístula ou cateter vascular Cateter na cavidade abdominal Autonomia Menor Maior Quando a hemodiálise é a melhor opção? Para doentes com insuficiência renal crónica em fases avançadas Quando não é possível realizar a diálise peritoneal devido a condições médicas ou de estilo de vida Indicado para quem prefere um ambiente controlado, com supervisão de profissionais de saúde Ideal para doentes que necessitam de uma remoção rápida de toxinas do organismo. E para quem a diálise peritoneal se torna a melhor opção? Doentes que desejam realizar o tratamento em casa e ter maior flexibilidade no dia-a-dia Quem tem dificuldades de acesso vascular, impossibilitando a hemodiálise Pessoas com rotina estável e que se sentem confortáveis em gerir o processo de forma autónoma Aqueles que preferem evitar deslocações frequentes ao hospital. Onde realizar tratamentos de hemodiálise e diálise peritoneal? Os tratamentos de hemodiálise e diálise peritoneal podem ser realizados em diversos locais:   Centros e unidades de diálise: estas unidades estão espalhadas por todo o país e oferecem suporte especializado. Consulte a listagem de unidades no site da Associação Portuguesa de Insuficiência Renal (APIR) Em casa: tanto a hemodiálise como a diálise peritoneal podem ser realizadas no domicílio de modo a proporcionar um maior conforto e flexibilidade ao paciente. Precisa de transporte para a diálise? A Ambula garante transporte seguro, confortável e adaptado às suas necessidades para as sessões de hemodiálise ou diálise peritoneal. A nossa equipa de profissionais está pronta para assegurar que chega ao seu destino de forma tranquila e a tempo. Se precisa de transporte especializado para os seus tratamentos, conte com a Ambula! Partilhar:

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Entenda a importância do médico de família

Ter um médico de família é mais do que apenas uma formalidade administrativa. É garantir que alguém conhece o seu histórico de saúde, acompanha o seu bem-estar e está lá para si nos momentos em que mais precisa. Apesar da sua importância, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como ter acesso a este serviço.   Se está entre os que procuram respostas, continue a ler e descubra se tem direito a um médico de família, como pode pedir o seu e o que mudou recentemente no acesso a este serviço no Serviço Nacional de Saúde (SNS) O que é um médico de família? Também chamado de médico de clínica geral, é o profissional que trata questões de saúde imediatas e que acompanha o desenvolvimento físico, emocional e social dos seus pacientes ao longo da vida.   As principais responsabilidades de um médico de família incluem:   Cuidados de saúde primários. Diagnostica e trata problemas de saúde comuns, oferecendo aconselhamento sobre prevenção e bem-estar Acompanhamento contínuo. Estabelece uma relação duradoura com os utentes, muitas vezes abrangendo várias gerações de uma mesma família Prevenção e educação em saúde. Trabalha na promoção de estilos de vida saudáveis e na prevenção de doenças, ajudando a reduzir riscos futuros Coordenação de cuidados. Garante uma gestão integrada da saúde, articulando com outros especialistas e serviços sempre que necessário Cuidado holístico. Valoriza o utente como um todo, tendo em conta aspetos físicos, psicológicos e sociais Primeiro ponto de contacto. Atua como a porta de entrada no sistema de saúde, respondendo às preocupações iniciais e orientando os próximos passos. Quando devo consultar um médico de família? Questões de saúde geral: dores, febres, infeções, alergias ou outros problemas de saúde não urgentes Doenças crónicas: monitorização e ajuste de tratamentos para condições como diabetes, hipertensão ou asma Exames de rotina: check-ups regulares, incluindo análises ao sangue, rastreios de colesterol e medições de tensão arterial Vacinação: administração de vacinas previstas no Programa Nacional de Vacinação Saúde mental: apoio inicial em casos de depressão, ansiedade ou outros problemas psicológicos, com encaminhamento para especialistas se necessário Prevenção e conselhos de saúde: orientação sobre estilos de vida saudáveis, nutrição, cessação tabágica e prevenção de doenças Saúde reprodutiva: planeamento familiar, contraceção, questões ligadas à gravidez e exames de rastreio Receitas e renovações: obtenção de medicamentos de uso contínuo ou prescrição de novos tratamentos Encaminhamento para especialistas: avaliação e referência para consultas especializadas ou tratamentos específicos Baixas e atestados: emissão de justificações para trabalho, escola ou atividades desportivas. Quem tem direito a um médico de família? Em Portugal, qualquer pessoa inscrita no Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem direito a um médico de família, incluindo:   Cidadãos portugueses Residentes estrangeiros legais Beneficiários de acordos internacionais Refugiados e requerentes de asilo.   No entanto, a atribuição deste profissional depende da disponibilidade na unidade de saúde da área de residência. É dada prioridade a:   Grávidas Crianças até aos 12 anos Doentes crónicos. Como pedir um médico de família Para solicitar um médico de família, siga estes passos:   Inscrição no SNS. Comece por inscrever-se no Sistema Nacional de Saúde (SNS). Dirija-se ao Centro de Saúde mais próximo da sua área de residência com os seguintes documentos: Cartão de Cidadão ou outro documento de identificação válido e comprovativo de residência (como uma fatura de serviços ou contrato de arrendamento).Durante este processo, será registado no Registo Nacional de Utentes (RNU) e receberá o seu Número Nacional de Utente (NNU). Solicitação do médico de família. Depois de estar inscrito no SNS e ter o seu Número de Utente, peça no Centro de Saúde a atribuição de um médico de família. A disponibilidade depende do número de médicos na sua zona, mas assim que tiver um atribuído, poderá começar a agendar consultas para os cuidados de saúde primários. Em algumas regiões, é possível iniciar o processo de inscrição online através de plataformas como o Portal do SNS ou o SNS 24, mas o método mais comum continua a ser presencial no Centro de Saúde. Como saber se tenho médico de família Para confirmar se tem um médico de família atribuído, pode:   Consultar o Centro de Saúde. Dirija-se ao balcão do seu Centro de Saúde e peça essa informação Verificar na aplicação MySNS. Na área pessoal, pode consultar se tem médico de família associado Contactar por telefone ou e-mail. O seu Centro de Saúde pode fornecer essa informação através dos contactos disponíveis. Se ainda não tiver um médico de família, será incluído numa lista de espera e poderá, em situações urgentes, ser atendido por outros profissionais de saúde no centro.   E se não tiver médico de família? Quem não tiver um médico atribuído pode recorrer a:   Consultas de recurso: disponíveis em horários específicos no Centro de SaúdeSNS 24: para marcação de consultas e informações sobre cuidados de saúde Ou Serviços de Urgência. Novas regras para 2025 Desde janeiro de 2025, o Governo introduziu novas prioridades para a atribuição de médicos de família, que consistem: Alargamento da prioridade infantil: crianças até aos 12 anos (anteriormente até aos dois anos) são prioritárias Atenção a grupos específicos: grávidas e doentes crónicos mantêm prioridade Perda de direito: emigrantes e estrangeiros residentes que não tenham registos de consulta nos últimos cinco anos podem perder o médico de família. Estas medidas surgem no âmbito do Plano de Emergência e Transformação na Saúde, com o objetivo de melhorar a gestão dos recursos disponíveis. Precisa de transporte para as consultas? Para os utentes que precisam de deslocações frequentes a consultas ou tratamentos e enfrentam dificuldades de mobilidade, a Ambula oferece um serviço de transporte de doentes não urgentes que assegura a deslocação cómoda e eficiente aos cuidados de saúde que necessita. As perguntas mais frequentes o médico de família Como arranjar um médico de família? Deve inscrever-se no Centro de Saúde da área de residência. Atribuição depende da disponibilidade de médicos no local. Quanto se perde o direito a um médico de família? O direito é perdido ao mudar de área de residência sem atualizar o

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Conheça os direitos e deveres do cuidador informal

Todos os dias, milhares de pessoas dedicam o tempo e energia a cuidar de alguém com dificuldades de mobilidade, doenças crónicas ou limitações físicas. Contudo, este cuidado vai muito além de uma tarefa simples: é um compromisso emocional e físico que exige coragem, paciência e dedicação. Saiba mais sobre este que é um papel fundamental, mas muitas vezes invisível.   Fique a saber como funciona, como pedir e que outras funcionalidades úteis pode encontrar no Portal SNS 24 e na App SNS 24. O que é o Estatuto de Cuidador Informal? Criado precisamente para reconhecer a importância desta função, o Estatuto de Cuidador Informal garante os direitos e apoio aos cuidadores que ajudam diariamente pessoas com dependência, seja por idade, doença ou deficiência. Oferece uma série de benefícios e também define deveres que tornam a tarefa mais justa e equilibrada. Quais são os direitos do cuidador informal? Os cuidadores informais devidamente reconhecidos pela Segurança Social têm acesso a uma série de direitos que visam assegurar o seu bem-estar e capacidade para cuidar:   Acompanhamento e formação. Podem receber formação específica e apoio de profissionais de saúde, desde a evolução da doença da pessoa cuidada até às melhores práticas para prestar assistência Apoio psicológico. Este direito estende-se mesmo após a morte da pessoa cuidada, garantindo suporte emocional num momento delicado Períodos de descanso. Para prevenir o esgotamento, os cuidadores têm direito a pausas anuais, que podem ser ajustadas às suas necessidades Regime de trabalhador-estudante. Caso estejam a frequentar uma instituição de ensino, têm acesso aos benefícios deste regime Subsídio de apoio. Um benefício financeiro destinado aos cuidadores principais, mediante certas condições de rendimento (explicado mais à frente) Plano de intervenção específico (PIE). Este documento é elaborado em conjunto com profissionais de saúde e Segurança Social e detalha as necessidades do cuidador e da pessoa dependente Teletrabalho e horários flexíveis. Os cuidadores não principais podem solicitar o teletrabalho, desde que compatível com as funções. Quais são os deveres do cuidador informal? Ser cuidador informal não é só um direito; também implica responsabilidades:   Garantir o bem-estar da pessoa cuidada. Inclui apoio diário, administração de medicação, promoção da autonomia e manutenção de um ambiente seguro e confortável Prestar cuidados permanentes. O cuidador tem de garantir que a pessoa cuidada receba os cuidados necessários em termos de saúde, alimentação e higiene Colaboração com profissionais. O cuidador deve informar os serviços de qualquer alteração relevante e participar nas formações previstas Cumprimento de obrigações legais. Inclui informar a Segurança Social sobre alterações como a cessação da coabitação, morte da pessoa cuidada ou desistência do estatuto Apoiar na socialização. O cuidador também é responsável por incentivar a pessoa cuidada a manter-se socialmente ativa, quando possível Acompanhamento contínuo. A pessoa cuidada deve ser acompanhada de forma constante, independentemente de estar em casa ou a frequentar algum tipo de instituição. Quem pode ser considerado cuidador informal? Um cuidador informal pode ser:   Familiar: um cônjuge, irmão, filho ou outro familiar até ao 4.º grau da linha reta ou colateral Não familiar: a novidade introduzida pela lei em 2024 é a possibilidade de cuidadores não familiares, como amigos ou vizinhos, obterem este estatuto, desde que tenham a mesma morada fiscal da pessoa cuidada. Quais os requisitos e condições para ser um cuidador informal? Para ser reconhecido como cuidador informal, o requerente deve: Ser maior de idade Residir legalmente em Portugal Estar em boas condições de saúde para poder cuidar da pessoa dependente Ser familiar da pessoa cuidada ou, no caso de cuidadores não familiares, ter a mesma morada fiscal da pessoa cuidada. Adicionalmente, para ser cuidador principal, a pessoa tem de morar com a pessoa cuidada e prestar cuidados de forma permanente. Cuidador formal e informal: qual é a diferença? A diferença principal entre um cuidador formal e informal está na relação com a pessoa cuidada. O cuidador formal é um profissional que trabalha em instituições de saúde ou serviços de cuidados, recebendo por isso. O informal, por outro lado, é alguém da família ou um amigo que cuida de alguém sem remuneração, de forma voluntária. E cuidador informal principal e não principal? A distinção entre cuidador informal principal e não principal tem a ver com a intensidade e permanência dos cuidados prestados. O cuidador principal vive com a pessoa dependente e dedica-se a cuidar dela de forma contínua, sem receber remuneração por isso. Já o cuidador não principal oferece cuidados de forma mais esporádica e pode ter outra ocupação remunerada. Como pedir o Estatuto de Cuidador Informal? Para requerer o estatuto, o cuidador deve dirigir-se à Segurança Social, online ou presencialmente. O processo é simples, mas exige que a pessoa cuidada dê o seu consentimento e forneça uma declaração médica que comprove a sua situação de dependência. Como pedir o subsídio de apoio ao cuidador informal principal? O pedido do subsídio é feito no momento em que o cuidador formaliza o pedido de reconhecimento do estatuto. O subsídio de apoio ao cuidador informal é atribuído a quem cumpre os requisitos, como ser o cuidador principal e não receber qualquer remuneração pelos cuidados prestados. De quanto é e como é calculado o subsídio do cuidador informal? O subsídio mensal para cuidadores informais principais depende da condição de recursos do agregado familiar. Em 2025, considera-se que as condições estão cumpridas se os rendimentos de referência do agregado forem inferiores a 1,3 vezes o IAS, ou seja, 679,25 euros. O valor do subsídio é calculado pela diferença entre os rendimentos do agregado e o valor do IAS, que este ano é de 522,5 euros. Por exemplo, se o rendimento mensal for de 300 euros, o subsídio será de 222,5 euros (522,5€ – 300€). O subsídio pode ser aumentado caso o cuidador informal principal esteja inscrito no Seguro Social Voluntário. Consulte o Guia Prático – Estatuto do Cuidador Informal. Partilhar:

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O que é e como pedir a autodeclaração de doença?

Há momentos em que a saúde exige uma pausa, mesmo que seja por pouco tempo. A boa notícia é que, em casos de doença, pode justificar até três dias de ausência ao trabalho sem atestado médico, recorrendo à Autodeclaração de Doença (ADD). Fique a saber como funciona, como pedir e que outras funcionalidades úteis pode encontrar no Portal SNS 24 e na App SNS 24. Autodeclaração de doença: o que é A autodeclaração de doença – também conhecida como “auto baixa” – é um mecanismo simples e prático, pensado para situações de doença de curta duração. Sem necessidade de deslocações ao médico ou centro de saúde, o trabalhador pode justificar até três dias consecutivos de ausência por doença, declarando-a sob compromisso de honra. Este sistema, válido para maiores de 16 anos, permite justificar ausências até duas vezes por ano, totalizando seis dias de baixa médica por ano civil (recorrendo a duas baixas de três dias). É especialmente útil para lidar com gripes ligeiras, indisposições passageiras ou outras situações que não requerem acompanhamento médico imediato. E mesmo que precise de faltar apenas um dia, pode pedir uma autodeclaração de doença de um dia. Quando pedir a minha autodeclaração? Deve pedir a autodeclaração de doença até cinco dias após o início da ausência. Atenção: como referido, pode usá-la apenas duas vezes por ano, com um máximo de três dias consecutivos por pedido. Como obter o documento da autodeclaração de doença? Existem três maneiras muito simples de pedir a baixa de três dias, online ou por telefone, ora veja: Pedir a autodeclaração de doença no Portal SNS 24 Aceda ao Portal SNS 24 Autentique-se com a Chave Móvel Digital, Cartão de Cidadão ou número de utente Clique em “Autodeclaração de Doença” Indique a data de início da doença Confirme os dados e submeta o pedido. Receberá um código que pode partilhar com a entidade patronal. Pedir a autodeclaração de doença na App SNS 24 Instale a App SNS 24 no seu telemóvel Siga os mesmos passos que no portal para fazer o pedido. Pedir a autodeclaração de doença na App SNS 24 Se prefere falar com alguém, pode ligar para o 808 24 24 24 e solicitar a ADD com a ajuda de um operador. Como validar a autodeclaração de doença? Pode consultar e validar a autodeclaração de forma simples:   No Portal SNS 24: aceda à área pessoal e consulte o histórico de pedidos Na App SNS 24: o código estará disponível na sua conta Por SMS ou email: utilize a mensagem de confirmação que recebeu Pela Linha SNS 24: ligue para o 808 24 24 24. Entregue o código de validação à entidade patronal, que poderá confirmar a autenticidade no Portal SNS 24. Outras funcionalidades do SNS 24 A autodeclaração de doença é apenas uma das muitas facilidades oferecidas pelo SNS 24. No portal e na app, pode:   Agendar consultas no centro de saúde ou pediátricas Aceder ao boletim de vacinas digital Consultar resultados de análises e exames Renovar receitas médicas. Outras funcionalidades do SNS 24 Limitações: lembre-se de que a ADD só pode ser usada duas vezes por ano e não é paga. Após os três dias, se continuar doente, precisará de obter um atestado médico Como partilhar o código: assim que emitir a autodeclaração, envie o código recebido à sua entidade patronal. O empregador pode confirmar a autenticidade no Portal SNS 24 Usar com responsabilidade: a ADD é um recurso prático, mas limitado. Reserve-o para situações em que realmente precise. A sua saúde em primeiro lugar Precisa de se deslocar para uma consulta ou exame e não tem transporte? Não se preocupe, conte com a Ambula! Tratamos do transporte com toda a segurança e conforto. Partilhar:

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Doar sangue: tudo o que precisa de saber

Ato simples, mas de uma importância gigantesca e que pode, literalmente, salvar vidas. Todos os dias, nos hospitais e centros de saúde, há quem dependa deste gesto para sobreviver. Mas como funciona? Quem pode doar? Quais são os direitos e deveres de um dador? A importância de doar sangue O sangue humano é insubstituível, não há tecnologia ou laboratório capaz de replicá-lo. Por isso, depende totalmente da solidariedade de quem decide doar. É utilizado em transfusões, cirurgias, tratamentos oncológicos, acidentes e, acredite, as reservas de sangue precisam de ser constantemente renovadas. Sabia que uma única doação pode salvar até três vidas? Quem pode doar sangue? Para ser dador de sangue, é necessário:   Ter entre 18 e 65 anos. Se for um dador regular, pode continuar até aos 60 anos, ou até aos 65 em casos específicos Ter pelo menos 50 kg Estar saudável, sem doenças transmissíveis pelo sangue, como VIH ou hepatites Ter hábitos saudáveis e evitar comportamentos de risco. Quem não pode doar sangue em Portugal? Existem situações que podem impedir a doação, temporária ou definitivamente:   Fez uma tatuagem ou piercing há menos de quatro meses Passou recentemente por cirurgias, incluindo dentárias (menos de três meses) Está grávida ou a amamentar (menos de 12 meses) Recebeu uma transfusão de sangue depois de 1980 Foi diagnosticado com doenças crónicas ou infecciosas (como diabetes insulino-dependente ou malária) Teve um novo parceiro sexual nos últimos 6 meses, sem conhecer o historial de saúde do mesmo. Cada caso será avaliado durante a triagem clínica, realizada antes da doação. Como doar sangue Antes da doação, o dador deve:   Identificar-se com um documento válido Passar por uma avaliação médica, que inclui medição da tensão arterial, análise dos níveis de hemoglobina e preenchimento de um questionário de saúde Estar bem alimentado e descansado. Direitos do dador de sangue Centro de Sangue e da Transplantação do PortoRua do Bolama, n.º 133, PortoHorário: Segunda a sábado, das 8h às 19h30. Direitos do dador de sangue Por outro lado, o dador deve:   Fornecer informações verdadeiras e completas sobre o seu estado de saúde Formalizar o consentimento por escrito, através do preenchimento do modelo aprovado pelo organismo público responsável Respeitar os intervalos entre as dádivas (três meses para homens e quatro meses para mulheres) Cumprir as orientações médicas antes e depois da doação. Pode consultar todos os direitos e deveres do dador de sangue no Estatuto do Dador de Sangue, no Diário da República. Onde doar sangue? Pode doar sangue em centros de recolha fixos ou em unidades móveis que percorrem várias localidades. Poderá consultar estes locais, disponíveis de norte a sul do país, em Dador.pt. Como pedir a baixa médica A baixa médica é emitida exclusivamente por entidades autorizadas, tais como: Centros de Saúde do SNS (regra geral, pelos médicos de família) Hospitais (exceto os serviços de urgência) Serviços de Atendimento Permanente (SAP) Serviços de prevenção e tratamento da toxicodependência. E se precisar de transporte para ir até uma unidade de saúde pedir a sua baixa médica? Conte com a Ambula para levá-lo em segurança. Onde doar sangue em Lisboa? Centro de Sangue e da Transplantação de LisboaAv. do Brasil, n.º 53, LisboaHorário: Segunda a sábado, das 8h às 19h30. Onde doar sangue no Porto? Centro de Sangue e da Transplantação do PortoRua do Bolama, n.º 133, PortoHorário: Segunda a sábado, das 8h às 19h30 O Cartão Nacional de Dador de Sngue Este cartão regista todas as suas dádivas efetuadas, registadas na base de dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST, IP) e facilita o acesso aos benefícios previstos. Pode ser consultado na App SNS 24, onde encontrará informações como o número nacional de dador, o grupo sanguíneo e as datas e locais das doações. As dúvidas mais comuns sobre doar sangue Quem tem tatuagens pode doar sangue? Sim, desde que tenha passado pelo menos quatro meses desde a realização. O que se pode comer antes de doar sangue? Uma refeição leve e evitar alimentos gordurosos. Quem fez transfusão de sangue pode doar sangue? Não, se a transfusão foi após 1980. Qual o peso mínimo para doar sangue? É necessário pesar, no mínimo, 50kg. Qual o tipo de sangue que pode doar para todos os tipos? O tipo O negativo. Também conhecido como dador universal. De quanto em quanto tempo posso doar sangue? Homens: a cada três meses. Mulheres. a cada quatro meses. Até que idade posso doar sangue? Até aos 65 anos, em condições específicas. Quais os tipos de sangue? Existem quatro principais grupos sanguíneos: A, B, AB e O. Cada grupo pode ser Rh positivo (+) ou negativo (-), totalizando oito tipos sanguíneos diferentes (A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+ e O-). Partilhar:

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Tudo o que precisa de saber sobre o seguro de acidentes de trabalho

Sofrer um acidente de trabalho é algo que ninguém deseja, mas a verdade é que pode acontecer a qualquer momento. Saber como agir e quais os seus direitos pode fazer toda a diferença, quer esteja num escritório, em teletrabalho ou mesmo no trajeto para o emprego. O que é considerado um acidente de trabalho? De acordo com a Lei n.º 98/2009, um acidente de trabalho é qualquer evento que ocorra no local e durante o horário laboral, causando lesão corporal, perturbação funcional ou doença. Estes incidentes podem levar à redução da capacidade de trabalho ou de ganho do trabalhador ou, em casos mais graves, resultar na morte. A lei também contempla acidentes que aconteçam durante deslocações relacionadas com o emprego, como o percurso entre casa e o local de trabalho.   O seguro de acidentes de trabalho existe para garantir que os trabalhadores têm acesso aos cuidados médicos necessários e que recebem indemnizações adequadas em caso de incapacidade temporária ou permanente resultante de um acidente laboral ou de uma condição associada ao exercício da profissão (doença profissional). E o que é o “local de trabalho”? Desengane-se se acha que é só o escritório ou a fábrica. A lei inclui todos os lugares onde o trabalhador deve estar para cumprir as obrigações contratuais, desde que esteja sob o controlo do empregador. E o “tempo de trabalho” também abrange mais do que se calhar imagina: inclui os momentos de preparação antes de começar a trabalhar, as pausas como a hora de almoço e os trajetos de ida e volta do trabalho. Seguro de acidentes de trabalho é obrigatório? Sim! Todas as empresas são obrigadas por lei a ter um seguro de acidentes de trabalho para todos os funcionários. Este seguro serve para garantir que o trabalhador recebe os cuidados médicos necessários e compensações financeiras em caso de incapacidade temporária ou permanente. Se a empresa não contratar este seguro, estará a cometer uma contraordenação muito grave. E, em caso de acidente, será responsável por cobrir todas as despesas com o seu próprio capital. Como funciona o seguro de acidentes de trabalho? Diagnóstico médico inicial: após o acidente, o médico avalia o estado do trabalhador e determina a necessidade de afastamento Comunicação à seguradora: a entidade empregadora deve comunicar o acidente e a baixa médica à seguradora Acompanhamento médico: o trabalhador terá direito a assistência médica contínua e tratamentos necessários até à recuperação Compensação financeira: durante a baixa, o seguro de trabalho assegura o pagamento de uma indemnização, que varia consoante o grau de incapacidade (temporária parcial ou absoluta). E o que cobre? Em termos práticos, caso tenha um acidente no local ou durante o tempo de trabalho, o seguro cobre:   Assistência médica e hospitalar: inclui tratamentos, cirurgias, consultas e exames necessários para a recuperação do trabalhador Medicamentos e despesas farmacêuticas: todos os custos relacionados com a saúde do trabalhador, resultantes do acidente, são suportados pela seguradora Despesas de transporte e hospedagem: se o trabalhador precisar de deslocar-se para tratamentos ou ficar alojado fora do local de residência, estas despesas estão incluídas Apoio psicológico à família: caso seja necessário, pode ser disponibilizado acompanhamento psicoterapêutico aos familiares do trabalhador sinistrado. Além dos cuidados de saúde, o seguro também prevê compensações financeiras que variam conforme o grau de incapacidade, podendo ser temporária ou permanente, e incluem indemnizações diárias ou pensões vitalícias. Ora veja no ponto abaixo. Quanto se recebe do seguro de trabalho? O valor das compensações varia de acordo com o tipo e o grau de incapacidade resultante do acidente.   Incapacidade temporária parcial: indemnização diária de 70% da perda de capacidade de ganho Incapacidade temporária absoluta: 70% da retribuição nos primeiros 12 meses e 75% no período seguinte Incapacidade permanente parcial: pensão anual equivalente a 70% da redução da capacidade de ganho Incapacidade permanente absoluta: pensão vitalícia de 80% da retribuição, acrescida de 10% por pessoa a cargo (até ao limite da retribuição).   Se o acidente resultar em morte, são devidas pensões ao cônjuge, filhos e outros familiares, com valores que variam conforme o grau de parentesco. E se estiver em teletrabalho? Tenho direito ao seguro? Sim, mesmo em teletrabalho está protegido pelo seguro de acidentes de trabalho. Contudo, é necessário que o acidente:   Ocorra no local indicado como o seu posto de trabalho (geralmente a sua casa) Aconteça durante o horário laboral e no âmbito das funções exercidas. É recomendável que o regime de teletrabalho seja formalizado e comunicado à seguradora, com informações como o local de trabalho, horários e funções desempenhadas. Seguro de acidentes de trabalho para trabalhadores independentes? De acordo com o previsto no Decreto-Lei n.º 159/99, de 11 de Maio, quem trabalha por conta própria é também obrigado a ter um seguro de acidentes de trabalho. Estão também obrigados à contratação deste seguro quem trabalha por recibos verdes. Caso não tenha o seguro obrigatório, poderá sujeitar-se a coimas entre os 50 e 500 euros. Baixa por acidente de trabalho: o que é Consiste no período de afastamento laboral atribuído ao trabalhador que sofreu um acidente de trabalho e está temporariamente incapacitado para exercer as suas funções. Para formalizar este afastamento, é emitido um documento que certifica a doença ou incapacidade do trabalhador para executar a atividade profissional. A baixa por acidentes de trabalho é igual à baixa médica do SNS? Não. Apesar de ambos os regimes oferecerem apoio em caso de incapacidade temporária para o trabalho, existem diferenças importantes:   A baixa médica do SNS (também conhecida como Certificado de Incapacidade Temporária – CIT) é emitido por entidades autorizadas (centros de saúde, hospitais ou serviços de atendimento permanente) e é aplicável a doenças ou acidentes fora do contexto laboral, sendo paga pela Segurança Social A baixa por acidente de trabalho aplica-se exclusivamente a acidentes de trabalho, sendo emitida pelo médico assistente indicado pela seguradora responsável pelo acompanhamento do caso clínico. Todo o processo é gerido e garantido pela seguradora contratada pela entidade empregadora. O que fazer em caso de acidente de trabalho? Priorize a sua segurança

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Tempos de espera nos hospitais: quanto tempo vou ter de esperar nas urgências

Nos últimos tempos, os serviços de urgência dos hospitais têm gerado bastante conversa, principalmente pelos longos tempos de espera, o que tem preocupado muita gente. A boa notícia é que existem formas simples de saber quais os serviços que estão abertos e os tempos de espera nas urgências. Quer saber como? Continue a ler o nosso artigo. Já conhece o mapa interativo do SNS? Se há algo que lhe poderá facilitar a vida quando precisar de recorrer a um serviço de urgência hospitalar, é o mapa interativo disponível no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Esta ferramenta permite saber, em tempo real, quais os serviços de urgência que estão a funcionar e os respetivos horários. Como funciona? É muito simples: o mapa está dividido por regiões e permite pesquisar por tipo de urgência (geral, pediátrica, obstétrica, etc.). Os serviços ativos aparecem a verde, enquanto os encerradas surgem a vermelho. O mapa é atualizado de hora a hora e auxilia quem precisa de atendimento urgente e quer evitar deslocações desnecessárias.   Pode aceder ao mapa diretamente no portal do SNS para verificar qual a unidade mais próxima que está aberta. Centros de Saúde abertos “fora de horas” Os Centros de Saúde Fora de Horas são unidades que oferecem atendimento em horários alargados, incluindo noites, fins-de-semana e feriados, para casos que não exijam urgência hospitalar.   No portal da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), pode consultar a lista completa de unidades disponíveis, os horários de funcionamento e os serviços prestados em cada Centro. Tempos de espera nas urgências Além de saber se a urgência está aberta, a grande dúvida é: quanto tempo vou ter de esperar? Ainda no portal do SNS, é também possível consultar os tempos médios de espera de cada unidade hospitalar. O sistema é apresentado através de cores, indicando a prioridade e o tempo médio estimado para atendimento. As cores refletem a gravidade do caso, definida pela triagem e têm os seguintes tempos de espera recomendados:   Vermelho (situação emergente): atendimento imediato (0 minutos) Laranja (situação muito urgente): atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes à triagem Amarelo (situação urgente): atendimento recomendo até 60 minutos após a triagem Verde (situação menos urgente): pode aguardar atendimento no espaço de 120 minutos (duas horas) Azul (situação não urgente): pode ficar até 240 minutos (quatro horas) a aguardar atendimento. Neste portal, pode consultar os tempos de espera para todas as áreas do hospital selecionado como medicina geral, pediatria, cirurgia, medicina interna, entre outras. Os tempos apresentados referem-se à média das últimas duas horas e o número de utentes em espera é também atualizado em tempo real. Urgências nos hospitais privados: podem ser uma alternativa? Se o tempo de espera for muito longo ou se a urgência pública mais próxima estiver encerrada, os hospitais privados podem ser uma opção. Embora impliquem custos adicionais, são uma escolha viável em cenários em que o tempo é crucial. CUF urgências: tempo de espera A CUF oferece um serviço de Atendimento Permanente e Atendimento Médico Não Programado, disponível de norte a sul do país. As urgências estão separadas entre Adultos e Pediatria, garantindo um atendimento especializado para cada faixa etária. No site oficial, pode consultar os horários de funcionamento de cada hospital ou clínica. Tempo de espera no Hospital Lusíadas O Hospital Lusíadas conta com uma Unidade de Atendimento Urgente nas especialidades de Adultos, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, sem necessidade de marcação, disponível 24 horas, todos os dias. Hospital da Luz: tempos de espera O Atendimento Urgente do Hospital da Luz destina-se a situações de saúde agudas e de início súbito, que não sejam emergências, mas que requeiram assistência médica rápida e eficaz num curto período de tempo. O que fazer em caso de dúvida? Se não sabe para onde se dirigir ou se a urgência mais próxima está aberta, recomendamos ligar para o SNS 24 (808 24 24 24). Este serviço não só faz a triagem inicial, como também indica a unidade mais próxima e com menos tempo de espera. Se precisar de se deslocar a alguma destas unidades de saúde, conte com a Ambula para um transporte seguro, confortável e eficiente, sempre focado nas suas necessidades Partilhar:

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Atestado multiusos: o que é e como o pedir passo a passo

Já ouviu falar do atestado multiusos, mas ainda não sabe exatamente o que é ou para que serve? Não se preocupe! Estamos aqui para esclarecer todas as dúvidas, desde o significado deste documento até ao processo para o obter. Vamos a isso? Atestado multiusos: o que é O Atestado Médico de Incapacidade Multiuso, comumente chamado de “atestado multiusos”, é um documento oficial que comprova que uma pessoa tem uma incapacidade física, mental ou outra, atribuindo-lhe um grau em percentagem. Este grau é definido com base na Tabela Nacional de Incapacidades (TNI) e pode ser temporário ou permanente.   E para que serve? É simples: este atestado é a “chave” que abre a porta para vários apoios sociais, fiscais e económicos para quem tem um grau de incapacidade igual ou superior a 60%. Para quem tem um grau inferior a 60%, o atestado mantém-se relevante, embora os benefícios sejam mais limitados. Mas, afinal, o que isto significa? Conheça, de seguida, os benefícios para os dois casos. Grau de incapacidade igual ou superior a 60%: benefícios do atestado multiusos Se tiver este atestado e a incapacidade for igual ou superior a 60%, com base na TNI tem direito a uma série de benefícios. Eis os principais: Benefícios fiscais IRS: regime especial com deduções exclusivas e redução de impostos Automóvel: isenção do ISV (Imposto Sobre Veículos), do IVA na compra de carro próprio e do IUC (Imposto Único de Circulação). Prestações sociais Prestação Social para a Inclusão (PSI) Bonificação do abono de família Subsídio de educação especial. Saúde Isenção de taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde (SNS) Medicamentos comparticipados Produtos de apoio, como cadeiras de rodas, óculos, bengalas ou camas articuladas, financiados a 100% Transporte não urgente de doentes. Habitação e mobilidade Crédito à habitação bonificado (taxa de juro mais baixa) Limitação ao aumento de rendas Isenção de IMI Descontos nos transportes públicos Cartão de estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida. Emprego e educação Quotas de emprego para pessoas com deficiência Horário de trabalho flexível e outras adaptações no local de trabalho Bolsas de estudo e contingente especial para acesso ao ensino superior. Outros direitos Atendimento prioritário em serviços públicos Descontos em telecomunicações. Grau de incapacidade inferior a 60%: benefícios do atestado multiusos Possibilidade de ajustes no posto de trabalho como horários flexíveis ou adaptações de equipamento Acesso a programas de apoio e serviços de saúde específicos como tratamentos médicos ou reabilitação Possibilidade de isenção ou redução de taxas moderadoras em consultas e exames no Serviço Nacional de Saúde (SNS) Alguns medicamentos podem ser comparticipados, reduzindo o custo de tratamentos de saúde Possibilidade de acesso a transporte especializado para tratamentos não urgentes Cartão de estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida. Como posso começar a usufruir dos benefícios? Depois de obter o atestado, entregue uma cópia nas Finanças e na Segurança Social da sua área de residência. Quem pode pedir o atestado? O Atestado Multiúso destina-se a pessoas que tenham uma incapacidade física ou mental, ou uma condição clínica grave que afete significativamente o dia a dia. Para obter o documento, é necessário apresentar relatórios médicos ou outros exames que comprovem a situação. Como pedir o atestado multiusos? O processo pode parecer um pouco burocrático, mas não se preocupe: explicamos tudo passo a passo.   Pedir o relatório médico: o primeiro passo é pedir ao médico assistente um relatório detalhado que descreva a sua situação clínica. Nele deve estar a data do diagnóstico e os exames complementares Requerimento de avaliação: com o relatório em mãos, dirija-se ao centro de saúde da sua área de residência e entregue um pedido dirigido ao presidente do conselho de administração da unidade local de saúde Marcação da junta médica: após a entrega, será convocado para uma avaliação pela junta médica, que deve ocorrer no prazo máximo de 60 dias. Se não puder deslocar-se por motivos graves, pode pedir que a avaliação seja feita em casa. Se precisar de transporte, conte com a Ambula! Resultado e emissão: depois da avaliação, o grau de incapacidade será atribuído e o atestado emitido. No caso dos doentes oncológicos, o atestado é emitido diretamente por um médico do hospital e atribui, no mínimo, 60% de incapacidade por um período de cinco anos. Quanto tempo demora a ser emitido? Após fazer o pedido de avaliação, será notificado no prazo de 60 dias com a data e hora da consulta da junta médica, onde será atribuído o grau de incapacidade com base nas patologias apresentadas. Em alguns casos, a junta pode dispensar a avaliação presencial. Depois da consulta, o atestado é emitido e entregue ao utente. Quanto custa? Primeira emissão: 12,50 euros Recurso: 25 euros Revisão ou reavaliação: 5 euros Renovação permanente: Sem custos. Qual a validade? Incapacidade permanente: validade vitalícia Incapacidade temporária: sujeita a reavaliação no prazo indicado. E se não concordar com o grau de incapacidade? Tem 30 dias para apresentar recurso junto da Direção-Geral da Saúde, pedindo uma reavaliação em junta médica de recurso.   Se precisar de transporte para se deslocar ao centro de saúde ou realizar os exames necessários, pode contar com a Ambula. Oferecemos-lhe um serviço seguro e cómodo, para que trate da sua saúde com a qualidade e tranquilidade que merece. Partilhar:

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